Mulher holandesa de 89 anos teve dois testes PCR confirmados em um intervalo de 59 dias. Ela estava em tratamento para macroglobulinemia de Waldenstrom, câncer que começa nas células B. Sars CoV-2, o novo coronavírus causador da Covid-19
Mayo Clinic
Uma mulher holandesa de 89 anos é mais um caso de reinfecção da Covid-19 investigado por cientistas. O relatório foi divulgado nesta terça-feira (13) por um grupo da Universidade de Maastricht, entre outras instituições.
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Segundo a artigo de descrição do caso, a idosa estava em tratamento contra macroglobulinemia de Waldenstrom, câncer raro que começa nas células B. Ela compareceu à emergência hospitalar com febre e tosse forte. Um teste PCR para o novo coronavírus foi coletado e o resultado foi positivo.
Após cinco dias, a mulher teve alta e, apesar de uma fadiga persistente, os sintomas já haviam diminuído bastante.
A reinfecção
Devido ao câncer, a mulher começou um novo tratamento de quimioterapia. Dois dias após o início dele, e 59 dias após o primeiro episódio de Covid, ela voltou a desenvolver alguns sintomas: febre, tosse e falta de ar. Os médicos detectaram uma baixa oxigenação no sangue.
Mais uma vez, o PCR para o Sars CoV-2 apresentou o resultado positivo. No 8º dia, o estado de saúde da paciente piorou. A idosa morreu duas semana após o ressurgimento dos sintomas.
Genomas diferentes
Os códigos genéticos das duas amostras coletadas para os testes PCR foram comparados pelos pesquisadores. As sequencias apresentaram diferenças em 10 posições de nucleotídeos (unidades que constituem a fita do RNA).
Os cientistas explicam que não foram coletados outros exames PCR entre as duas manifestações da doença, o que seria um sinal importante para cravar uma reinfecção em caso de resultado negativo. No entanto, devido às mudanças genéticas do vírus, eles acreditam que “é provável que o segundo episódio tenha sido uma reinfecção”.
Caso publicado
Nesta segunda-feira (12), um estudo que confirmou o primeiro caso de reinfecção foi publicado na revista científica “The Lancet Infectious Diseases”. A descoberta dos pesquisadores já tinha sido divulgada no fim de agosto, mas as evidências ainda não tinham sido avaliadas por outros pesquisadores da área.
O estudo analisou o caso de um homem de 25 anos que foi infectado em dois momentos, em um intervalo de 48 dias. A segunda infecção foi mais grave, resultando em internação com suporte de oxigênio.
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