De acordo com o Noticias ao Minuto, o juiz Piet Koen decidiu adiar para 17 de outubro o caso de corrupção, devido a um recurso pendente no Tribunal Constitucional submetido pelo antigo chefe de Estado sul-africano para que o procurador, o advogado Billy Downer, seja afastado do julgamento do caso.Zuma, de 80 anos, e um representante do fabricante de armamento francês Thales não compareceram hoje no tribunal por decisão judicial.Em maio, o juiz Piet Koen adiou o caso para hoje afirmando que estava pendente uma decisão da presidente do Supremo Tribunal de Apelação (SCA, na sigla em inglês), em Bloemfontein, centro do país.A juíza Mandisa Maya, presidente do SCA, indeferiu posteriormente o pedido de recurso de Zuma ao indeferimento pelo juiz Koen de um pedido especial na instância inferior em Pietermaritzburg, que pedia o afastamento do procurador do julgamento do caso.A decisão foi anunciada em 16 de fevereiro pelo juiz Piet Koen, com o fundamento de que “lhe faltam argumentos razoáveis” para aceitar o afastamento do procurador.Em sequência do indeferimento da juíza Maya, Zuma recorreu ao Tribunal Constitucional da África do Sul.O ex-presidente e a Thales enfrentam acusações de fraude, extorsão, corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro num caso de corrupção pública de aquisição de armamento multibilionário com mais de 20 anos em que a companhia de armamento francesa é acusada de subornar o antigo chefe de Estado.Zuma, que foi Presidente da República entre 2009 e 2018 enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, relacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-Presidente do país.Em 2018, Zuma foi forçado a demitir-se após uma série de escândalos.O fabricante francês do setor da Defesa enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma, como o grupo Thales têm negado as acusações.O caso de alegada corrupção na aquisição de armamento pelo Estado sul-africano foi o maior escândalo de corrupção pública nos primeiros cinco anos de democracia na África do Sul, após o escândalo de corrupção em torno da peça teatral Sarafina, em 1996, no mandato do ex-presidente Nelson Mandela.

Fonte : Folha de Maputo

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