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Moçambique está a enfrentar desafios para colher amostras de qualidade para o diagnóstico da poliomielite. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, pelo Director-adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS), Eduardo Samo Gudo, na reunião sobre treino, gestão e transporte de amostras da pólio.

 

Segundo Samo Gudo, para identificar o vírus, usa-se uma amostra de fezes e ela tem requisitos de qualidade. “Temos enfrentado desafios nesta área e, com esta formação de três dias, pretendemos reforçar esta componente de modo que, ao regressarem aos seus locais de origem, os participantes possam trabalhar com seus colegas neste sentido”.

 

Intervindo na abertura do evento, Samo Gudo explicou que o diagnóstico de qualquer doença depende muito da componente pré-analítica. “Podemos ter o melhor laboratório na África do Sul, para onde são enviadas as amostras, com a tecnologia mais sofisticada e com os técnicos mais especializados, mas se aquela amostra enviada não for de qualidade, não há como conseguir identificar a circulação ou monitorar a ocorrência deste vírus”, afirmou Samo Gudo.

 

“A cadeia pré-analítica para o poliovírus é complexa pelo facto de o diagnóstico ser feito fora de Moçambique, tal como é feito com outras doenças. Esta complexidade coloca enormes desafios na qualidade das amostras, desde o empacotamento, transporte e armazenamento apropriados, e toda a cadeia logística para manter a qualidade da amostra durante este processo todo”.

 

O evento decorre com o apoio do Centro Africano de Prevenção e Controlo de Doenças (África CDC), e Moçambique espera adquirir conhecimentos suficientes para dar a melhor resposta às emergências, de modo que as melhores soluções sejam encontradas no terreno. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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