Governos de diversos países europeus estão a ser acusados de retirarem oportunidade de escolha à população, que se tem manifestado nas ruas contra medidas mais restritivas para combater a pandemia da COVID-19. Isto, numa altura em que a Organização Mundial de Saúde estima que uma nova vaga da pandemia poderá levar à morte de 500.000 pessoas até Março do próximo ano.

O governo austríaco, por exemplo, foi acusado de se tornar numa “ditadura fascista” pelo Partido da Liberdade, de extrema-direita, por declarar que as vacinas se tornariam obrigatórias a partir do ano que vem, depois de apenas 66% da população ter aceitado a toma da vacina.

Activistas saíram à rua e fizeram-se ouvir com buzinas e tambores na Praça dos Heróis em protesto contra o anúncio de um novo confinamento, que entrou hoje em vigor, segundo refere o Notícias ao Minuto.

Em Bruxelas, também dezenas de milhares de manifestantes se opuseram às medidas que o governo belga adoptou para controlar a COVID-19, nomeadamente o impedimento do acesso a restaurantes ou bares por parte de não-vacinados.

O protesto foi feito contra a polícia no passado domingo, com pedras e canhões de água em frente à sede da Comissão da União Europeia. O jornal Le Soir avança que os manifestantes também lançaram bombas de fumo e material pirotécnico.

Croácia, Itália e Países Baixos assistiram também a uma onda de protestos violentos. Várias cidades nos Países Baixos têm sido palco de manifestações. Em Roterdão vários ficaram feridos, quatro pessoas foram atingidas por balas da polícia e permaneceram no hospital até ontem, segundo um comunicado das autoridades holandesas.

Em Enschede, também nos Países Baixos, as manifestações marcaram lugar pela terceira noite consecutiva. Ontem à noite, a polícia recorreu a cassetetes para tentar dispersar a multidão, de acordo com vídeos publicados nas redes sociais.

A população de Groningen, também partilhou momentos vividos  nos protestos, assim como de Leeuwarden, onde carros da polícia foram vandalizados por grupos vestidos de preto.

De acordo com as autoridades holandesas, cinco agentes da polícia ficaram feridos durante a noite de sábado e 64 pessoas foram presas, incluindo dezenas que lançaram objectos pirotécnicos durante um jogo de futebol no estádio do Feyenoord de Roterdão.

Fonte:O País

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