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O ministro da saúde, Armindo Tiago, confirmou nesta quinta-feira (16) o registo de um cumulativo de 614 casos, que resultou em oito mortos. O Centro de Tratamento de Cólera já criado tinha igualmente 146 casos da cólera que estavam sob cuidados médicos. Depois da passagem do ciclone Freddy, Quelimane está agora a braços com a situação da cólera e as autoridades sanitárias declararam um surto de cólera naquela cidade.

 

O ciclone Freddy devastou a província da Zambézia, com mortes e danos em infra-estruturas. As autoridades da saúde notificaram 13 casos de cólera nas últimas 48 horas, em resultado de 15 amostras testadas, só na cidade de Quelimane, província da Zambézia, recentemente fustigada pela intempérie.

 

O Director nacional de Saúde, Quinhas Fernandes, que falava à imprensa na tarde desta quinta-feira (16), reforçou que os casos recentemente detectados em Quelimane levaram as autoridades da saúde a declarar surto naquela cidade.

 

“As informações que colhemos no terreno são de que, do dia 15 a 16, ou seja, das 07:00 horas da quarta-feira às 07:00 horas da quinta-feira, deram entrada 146 pacientes no Hospital Central de Quelimane”, disse Fernandes.

 

No entanto, ele garantiu que o número de óbitos pode ser mais elevado, visto que ainda estão a ser colhidos mais dados no terreno, numa altura em que a província da Zambézia já contabiliza mais de 600 casos. A organização Médicos sem Fronteiras enviou equipas para a província com o objectivo de inteirar-se da situação e estudar possíveis focos de intervenção, numa altura em que se regista uma expansão geográfica da cólera no país.

 

Os dados do sector da saúde apontam ainda que 32 distritos já registam casos de cólera em Moçambique, nomeadamente, nas províncias de Gaza, Manica, Zambézia, Sofala, Niassa, Tete, Inhambane, o que pode estar associado às chuvas que caem em quase todo o país.

 

Devido à cólera, o país conta neste momento com 55 óbitos, 273 pacientes hospitalizados e 9.060 casos notificados de 14 de Setembro de 2022 a 15 de Março de 2023. A taxa de letalidade ronda em 0.6 por cento. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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