Ruto ganhou as presidenciais com mais de 51 por cento dos votos, derrotando o  seu rival Raila Odinga.

 

Ele foi declarado esta tarde pela Comissão Eleitoral do Quênia vencedor das eleições gerais realizadas no passado dia nove deste mês.

 

Na sua primeira declaração, Ruto agradeceu a Deus por ter ganho as eleições e avançou que a sua vitória pertence aos quenianos.

 

“Vou dirigir o país de forma pacífica, democrática e transparente para tornar o país unido e prospero”, afirmou Ruto, acrescentando que não haverá  vingança contra quem quer que seja.

 

Ele também agradeceu aos milhões de quenianos que votaram nele no passado dia nove de Agosto.

 

O Presidente da Comissão eleitoral Wafula Chebukati disse que de um modo geral as eleições decorreram pacificamente.

 

Chebukati declarou Ruto vencedor das eleições gerais às 17h07 de Maputo ( 18h07 de Nairobi) e convidou o vencedor para receber e assinar a acta.

 

Segundo a legislação queniana, o candidato vencedor deverá obter 50% dos votos mais O vice-presidente William Ruto liderou uma disputa presidencial renhida contra o líder da oposição Raila.

 

O presidente Uhuru Kenyatta, que cumpriu dois mandatos, se desentendeu com Ruto após a última eleição e desta vez endossou Odinga para presidente.

 

Ruto dirige a Aliança Kwanza do Quênia (Kenya First) e foi legislador e ministro da agricultura antes de se tornar vice-presidente.

 

Odinga concorreu à presidência sob a Aliança Azimio La Umoja (Declaração de Unidade), que inclui o partido Jubileu de Kenyatta. Ele foi ex-ministro e primeiro-ministro.

 

Em todo o país, algumas empresas foram fechadas e multidões se reuniram em torno de aparelhos de TV  transmitindo em directo a partir do centro de contagem, enquanto outras pessoas faziam compras às pressas para reforçar as suas reservas de mantimentos receando tumultos depois publicação dos resultados eleitorais.

 

O lento progresso da comissão eleitoral na contagem de votos da eleição do passado dia 9, alimentou a ansiedade no país economicamente mais avançado da África Oriental, que foi abalado pela violência sangrenta após as eleições de 2007 e agora enfrenta uma crise econômica e social.

 

Os quenianos pobres já se recuperando do COVID-19 foram atingidos pelo aumento global dos preços dos alimentos e dos combustíveis, e a pior seca em 40 anos devastou o norte do país, deixando 4,1 milhões de pessoas dependentes de ajuda alimentar, enquanto seus níveis de dívida dispararam.(Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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