MAPUTO- A Vale se junta à mineradora BHP e outras companhias dispostas a desinvestir no carvão, cuja queima resulta na produção de electricidade, à medida que investidores globais abandonam participações em combustíveis fósseis. A mineradora trabalha, neste momento, para se tornar neutra em carbono até 2050.Segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale acordou, recentemente, na compra da fatia minoritária da Mitsui numa deficitária mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala, mas anunciou que pretende desinvestir dos negócios com o combustível fóssil na sequência.Ainda não está claro o que os activos poderão render, disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas, já que as discussões são confidenciais. Vale, Barclays e Standard Chartered não quiseram comentar o assunto.É bem provável que a Vale e os seus consultores concentrem as suas atenções na Índia e na China, incluindo as companhias com suporte do Estado, tais como a China Minmetals Corp, bem como a JSW Steel Ltd da Índia e a Steel Authority of India Ltd.A China produz e consome cerca de metade do carvão mundial e tenciona autorizar que mais províncias comecem a construir centrais movidas a carvão a partir de 2023.Uma disputa diplomática resultou em uma proibição efectiva de empresas chinesas importarem carvão australiano, o que significa que o país está ansioso em encontrar outras fontes de importação, disse uma das fontes.A Índia é o segundo maior importador de carvão do mundo, depois da China.

Fonte: Folha de Maputo

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