Governo poderá poupar 60 milhões de dólares por ano caso adira ao projecto

Numa altura em que o país atravessa dificuldades na importação de combustíveis, a Universidade Pedagógica (UP) juntou, ontem, especialistas, docentes e estudantes para discutir soluções ajustadas às potencialidades de Moçambique. Na ocasião, especialistas propuseram a transformação do carvão que sobra nas minas de Moatize em combustíveis. Além de reduzir a poluição do ambiente, a iniciativa diminui os custos de importação e gera mais empregos.

“O projecto de refinaria de petróleos vai permitir ter um diesel limpo nas bombas de combustíveis, próximas das nossas residências. Vai permitir ao Governo poupar 60 milhões de dólares por ano, e o combustível será vendido ao Estado em meticais, e não em dólares, o que é uma grande vantagem. E durante a vida do projecto, o Governo poderá poupar seis biliões de dólares. E gerar nove mil empregos directos ou indirectos em Tete, Beira”, disse Hugh Brown.

O antigo ministro dos Recursos Minerais e Energia, John Kashamila, fez parte do evento e recordou que há 25 anos, participou no desenho dos projectos e defendeu que as iniciativas serão bem-sucedidas e têm a vantagem de poder contar com o apoio do sector privado.

“Eu acredito no sucesso desses projectos e creio que o Governo vai avaliá-los da melhor forma. Não serão daquelas iniciativas que não levam a lado nenhum”, disse Kachamila.

Por sua vez, o reitor da Universidade Pedagógica comprometeu-se a criar mais espaço para discussão da matéria.

“Estávamos ali a conversar e chegamos a falar da possibilidade de financiamento de programas de mestrado, doutoramento para dar ao país quadros capazes de responder aos desafios”, disse Jorge Ferrão.

O seminário também abordou o quadro político, os investimentos na indústria de gás e petróleo e os benefícios à população.

 


Fonte: O Pais -Economia

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