Estrada terá seis faixas

A TRAC, concessionária da EN4, vai alargar as secções 19 e 20, da Shoprite da Matola até à cidade de Maputo, de quatro para seis faixas, isto é, três de cada lado. É uma medida que visa reduzir o congestionamento e facilitar a mobilidade na EN4, uma das principais portas de saída e entrada da cidade de Maputo. “Neste ano, temos dois grandes projectos. o primeiro, que já iniciou, da reabilitação do troço Ressano Garcia-Moamba, e o que irá iniciar brevemente, no troço que parte da Shoprite à cidade da Matola. Nesta parte, iremos construir uma faixa lenta e bermas asfaltadas, alargar as pontes (Mulaúze, ponte da Maquinag – Pinto Teixeira), edificar novas drenagens, colocar a iluminação e construção de uma ponte para peões no Hospital José Macamo”, disse Fenias Mazive, director de Centro de Manutenção da TRAC, segundo o qual os trabalhos irão durar dois anos.

Para a materialização do projecto, decorrem trabalhos de estudo do impacto ambiental e do plano de reassentamento, uma vez que algumas infra-estruturas habitacionais deverão ser removidas. Na próxima semana, será realizada uma consulta pública sobre o processo de reassentamento das famílias que serão abrangidas pelas obras. “Para este projecto, 56 casas e outras 16 infra-estruturas serão removidas, para dar lugar às obras. este processo irá custar-nos 11.5 milhões de meticais”.

já existe dinheiro para a sua execução deste projecto. “A construção deste troço está orçada em 2 biliões de meticais. para as obras da reabilitação da estrada Ressano Garcia-Moamba, que está em curso, o orçamento é de 840 milhões de meticais”, disse.

Sem avançar números, a TRAC avança que, nos últimos tempos, as receitas da empresa decresceram, em parte devido à crise económica no país. A TRAC criticou, ainda, algumas empresas que aceleram a degradação das vias, através do não cumprimento da lotação estabelecida por lei.

A TRAC é uma empresa que tem uma concessão de 30 anos. O seu financiamento inicial foi de 3 mil milhões de rands, no ano de 1997. Gere 600 km de estrada, dos quais 95 km correspondem ao troço do lado moçambicano. Em Moçambique, a concessão está dividida em cinco secções, nomeadamente: 16, que parte de Ressano Garcia a Moamba (39km); 17, que parte de Moamba a Malhampsene (34km); 18, de Malhampsene a Shoprite (9km); 19, que inicia na Shoprite à portagem de Maputo; e 20, da portagem ao Hospital José Macamo (3km).

TRAC não desmente nem confirma EXIGÊNCIA de indemnização pela construção do nó de Tchumene 

Na sua recente visita ao Ministério das Obras Públicas, o Chefe de Estado foi informado que as obras de construção do nó de Tchumene demoraram devido à falta de entendimento entre a Maputo Sul e a Trac. Em reacção, Filipe Nyusi disse, na altura, que os interesses privados não deviam sobrepor-se aos do Estado. Questionado sobre este assunto, o director da Trac foi cauteloso. ”Do que sei, as obras no nó de Tchumene estão em curso, se houve demora, isso só a Maputo Sul pode responder”, disse Fenias Mazive. E sobre informações que dão conta de que a TRAC pediu indemnização ao estado, devido ao suposto desvio de tráfego que haverá a partir do nó de Tchumene para a circular, Fenias Mazive respondeu nos seguintes termos: “Não sei de onde vem essa informação, a fonte que vos forneceu esse dado pode apresentar-vos o documento em que pedimos a tal indemnização. Não posso aceitar ou negar que a TRAC pediu essa indemnização“.

Em relação à polémica sobre a alteração do traçado da secção 6 da estrada circular, que inicialmente devia começar do nó da Machava e seguir paralelamente à EN4, Mazive não aceitou nem negou ter havido negociação com a Maputo Sul. “Nós conhecemos o nosso traçado. Se foi alterado, não sei, por isso, não posso aceitar ou negar, porque não tenho conhecimento“, disse.


Fonte:http://opais.sapo.mz/index.php/sociedade.html

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