“Trabalho com afinco para representar ao mais alto nível a mulher moçambicana”

Abril é o mês da mulher moçambicana, do ponto de vista simbólico e prático, o reflexo de luta e coragem. Uma dessas mulheres que luta com pujança rumo à concretização dos seus intentos é Ivete Vales, das raras saxofonistas que o país produz.

A quatro dias das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, falando do seu ofício artístico, mesmo considerando o facto de o saxofone estar associado, muitas vezes, aos homens, a artista afirma que  prefere acreditar no lado bom de tudo, por isso, vê o saxofone como um instrumento que deve ser tocado por qualquer pessoa, sem importar o sexo.

Para Vales, qualquer profissão tem seus desafios, cabe às pessoas focarem-se no que é importante, no seu caso, em contribuir musicalmente através do seu trabalho com o saxofone.

Com efeito, Ivete Vales assume estar a trabalhar com afinco, de modo a representar ao mais alto nível a mulher moçambicana, que no dia 7 comemora o seu dia. “Sinto-me a representar a mulher moçambicana, nada melhor que ter nascido cá e, depois, de ter tido a oportunidade de ver a forma de ser e estar da cultura fora de Moçambique e de África. Estou a tentar representar a mulher e a cultura do país, por via da música e de conhecimentos científicos também”, Referiu.

Para além da música, Ivete abraça outra área, que é a docência, na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Amante de música desde criança, Ivete é saxofonista e deu os primeiros sopros quando ingressou na Escola Nacional de Música. Nesse período, também cantou e aprendeu a tocar outros instrumentos musicais. “Saxofone é o meu instrumento de eleição, mas também tenho noções básicas de piano”, reiterou.

No início da carreira, gostava mais de cantar e, por conta disso, participou no Festival dos Pequenos Cantores, evento que visava descobrir talentos, na Rádio Moçambique (RM).

Ivete Vales referiu-se ao seu percurso artístico na tarde desta terça-feira, logo depois de ter tocado no programa “A tarde é sua”, da Stv.  

 

 

Fonte:O País

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