O projecto Mozambique LNG, liderado pela Total, partilhou, na semana finda, através de plataformas electrónicas, várias oportunidades de negócios para 2021 que se avizinha. Na última semana, o projecto realizou outro seminário para capacitar as empresas em matéria de saúde, segurança e ambiente no trabalho, processos e procedimentos de procurementdue deligence e registo de fornecedores.

 

Em nota de imprensa enviada este domingo (25), a Total diz que as oportunidades foram apresentadas a mais de 100 empresas e incluíram, entre outros, o fornecimento de bens e serviços nas áreas de saúde e segurança no trabalho, construção, manutenção, alimentação, gestão de acampamentos, transporte (rodoviário e marítimo) e equipamentos eléctricos e de escritório.

 

A nossa fonte refere que as oportunidades de negócio foram apresentadas por quatro empresas contratadas pelo projecto, nomeadamente, a CCS JV, o principal consórcio contratado para engenharia, aquisições e construção da instalação de GNL (onshore), a TechnipFMC e a Van Oord, que formam o consórcio MTV, contratado para engenharia, aquisições, construção e instalação dos sistemas sub-aquáticos (offshore) e a Gabriel Couto, contratada para a construção do aeródromo de Afungi.

 

O Coordenador do Grupo Multissectorial de Conteúdo Local, Henrique Cossa, realçou a importância dos eventos, tendo enfatizado a necessidade de se dar a conhecer os requisitos necessários para as empresas nacionais acederem às oportunidades de negócios oferecidas pelos projectos de gás, bem como acções que visem capacitar e aumentar a competitividade das empresas nacionais.

 

Por seu turno, refere a nota, o Gestor de Conteúdo Local da Total, Thomas Rodriguez, afirmou que o foco daquela empresa, em parceria com o Governo Moçambicano, é aumentar a competitividade das companhias locais, com objectivo de maximizar as oportunidades para a participação local.

 

“Estes seminários são parte do trabalho multiforme que temos vindo a realizar para o alcance deste desiderato. Em Julho, apresentámos oportunidades de negócio para um horizonte de seis meses e, agora, oportunidades para o ano de 2021, o que permite uma maior preparação do empresariado”, acrescentou, Rodriguez citado pelo comunicado.

 

Durante os eventos, o Gestor de Conteúdo Local da Total garantiu que o projecto vai continuar a dar preferência às empresas moçambicanas, mas apelou que devem ser competitivas, preenchendo os requisitos do projecto em termos de planificação, qualidade, quantidade e custo.

 

“Por isso, sempre que pertinente, encorajamos as empresas locais a criarem as necessárias parcerias entre si ou com empresas estrangeiras, para fortalecer a sua capacidade competitiva para concorrerem com sucesso às oportunidades de negócio providenciadas pelo projecto. Do mesmo modo, esperamos que as empresas estrangeiras se comprometam e cumpram com o desiderato de maximizar o conteúdo local, como parte das suas actividades no país”, conclui Rodriguez em nota que temos vindo a citar.

 

A nossa fonte refere que o projecto Mozambique LNG já gastou mais de 850 milhões de USD com empresas registadas em Moçambique, dos quais mais de 200 milhões foram gastos com empresas moçambicanas.

 

A Total E&P Mozambique Area 1, Limitada, uma subsidiária integral da Total, opera o projecto Mozambique LNG, com uma participação de 26,5%, juntamente com a ENH Rovuma Área 1, S.A. (15%), Mitsui E&P Mozambique Area1 Limited (20%), ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5%). (Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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