Numa estória com contornos de insubordinação e desobediência no cumprimento das ordens emanadas pelo Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), a Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, há dias, na província de Nampula, um ex-membro do grupo terrorista (que actua na província de Cabo Delgado), que ter-se-ia rendido às autoridades em Janeiro último, no âmbito do perdão anunciado pelo Chefe de Estado aos jovens recrutados para integrar o grupo.

 

Trata-se de Momade Amir, de 36 anos de idade, que ministrava aulas de Educação Física na Escola Secundária de Namitoria, distrito de Angoche, zona costeira da província de Nampula, que se rendeu às autoridades em Janeiro deste ano, após ter integrado aquele grupo em Março de 2020.

 

Aquando da sua entrega, lembre-se, os Comandantes Provinciais da PRM de Nampula e Cabo Delgado apresentaram o ex-terrorista à comunidade, tendo garantido que o mesmo voltaria ao convívio familiar, pois, gozava do perdão do Comandante-em-Chefe das FDS.

 

Lembre-se que Filipe Jacinto Nyusi prometeu, no passado dia 11 de Janeiro, no seu regresso da Tanzânia – onde efectuara uma visita de trabalho a convite do seu homólogo, John Magufuli, para discutir a situação dos ataques terroristas em Cabo Delgado – perdoar os jovens moçambicanos recrutados pelos terroristas, caso mostrem o seu arrependimento pelos crimes cometidos.

 

Entretanto, o “perdão” de Momade Amir durou poucos dias. De acordo com fontes familiares, Amir terá desaparecido misteriosamente da comunidade, tendo causado preocupação junto da população que chegou a pensar que o mesmo tinha regressado às fileiras dos terroristas. Mas, não.

 

Segundo Zacarias Nacute, porta-voz da PRM, em Nampula, o indivíduo foi “neutralizado” pela Polícia e “devolvido” à província de Cabo Delgado para, alegadamente, dar lugar a investigações, tendo em conta que é o ponto onde têm acontecido os ataques terroristas”.

 

A fonte garantiu que a família terá sido notificada sobre o paradeiro do seu ente-querido. “A família foi notificada. Eles já devem saber que todos os trâmites legais serão levados a cabo para a responsabilização dos actos cometidos e foi informada que o caso seria tratado em Cabo Delgado”, confirmou Nacute. (Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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