Ferroviário de Maputo vence A Politécnica (72-61) na 10.ª jornada da Engen Maputo Basket em seniores masculinos

Com uma excelente exibição do extremo Manuel Uamusse, melhor cestinha do jogo com 19 pontos, o Ferroviário de Maputo venceu ontem a A Politécnica (72-61) em jogo da 10.ª jornada da Engen Maputo Basket ao nível dos seniores masculinos. De resto, foi o jogo mais sofrido dos detentores do trofeu e campeões nacionais em título. Sem as suas tabelas, Edson Monjane, jogador combativo e com forte capacidade de salto e ressaltos, e Custódio Arão Muchate, funcional na ajuda ao poste e por vezes na linha dos 6.25 metros, o Ferroviário de Maputo sentiu imensas dificuldades para impor o seu jogo. Sem capacidades dos bases, extremos e postes para fazerem as penetrações quer pela zona central-frontal, quer pela linha de fundo e colocar na zona dos atiradores para saírem as bombas, o conjunto de Milagre “Mila” Macome cometeu muitos “turnovers”. Aliás, como atesta a marcha no marcador, com cinco minutos por se jogar no primeiro período somente havia marcado cinco pontos. A Politécnica, essa, não marcou sequer um ponto, pois não se mostrava esclarecida ofensivamente. Defensivamente, não conseguia fazer as ajudas entre os bases e extremos. Ciente das dificuldades para jogar ofensivamente aberto, Milagre Macome lancou para quadra Baggio Chimonzo, segundo base da selecção nacional no “Afrobasket” 2015. Aí, os “locomotivas” conseguiram fazer ataques programados e com serenidade, sendo que naturalmente começaram a cair as bombas lancadas por Francisco “Chiquinho” Macarringue e Manuel Uamusse.  Mesmo com a defesa a zona “boxe and one” para travar o Ferroviário de Maputo, os universitários não foram esclarecidos defensivamente. Inércio Chire e Dércio Mula, ressaltadores e combativos debaixo das tabelas, eram uma nulidade a defender com faltas que lhes eram averbadas. Ao cabo do primeiro período, o parcial era de 18-10, portanto, vantagem de oito pontos para os campeões nacionais.

No segundo período, o Ferroviário de Maputo continuou a apostar no seu forte jogo exterior. Mas há também a destacar o facto de, nesta etapa, Luís “Lulu” de Barros ter sido extremamente competente nas penetrações. Do lado da A Politécnica, Franscico Braga, melhor cestinha da equipa com 13 pontos, foi o jogador desequilibrador ofensivamente. Yuran Biosse, atirador, não apareceu no jogo, pois foi…”secado” por Orlando Novela. Foi-se ao intervalo com o Ferroviário de Maputo a vencer pelo parcial de 44-21. No terceiro período, veio uma A Politécnica a defender a campo inteiro, a alternar com defesa homem a homem. A estratégia de José Macuácua funcionou, pois, nessa etapa, os “locomotivas” cometeram muitos “turnovers”. O parcial, no final do terceiro período, indicava 64-45, vantagem para o Ferroviário de Maputo. Era a melhor fase d’A Politécnica que pressionava bastante e pautava por penetrações na zona frontal. No quarto e último período, a A Politécnica pressionou, defendeu toda a largura da quadra e reduziu a diferença para sete pontos: 67-60. Mas, nos momentos cruciais, faltou concentração aos seus jogadores.

 


 

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