Com o surgimento de uma nova variante da COVID-19, designada Omicron na vizinha África do Sul, com alta taxa de transmissibilidade, segundo a OMS, a saúde na Província de Maputo reforçou a capacidade de vigilância junto à fronteira de Ressano Garcia, um dos principais pontos de entrada e saída de e para África do Sul.

Voltou a soar o alarme por conta da COVID-19 na vizinha África do Sul, onde vive a maior comunidade moçambicana na diáspora. E como era de esperar, cá no país também já soa o mesmo alarme e as autoridades da Saúde já se adiantam para tentar travar ou pelo menos controlar esta nova variante da COVID-19 no país.

Na fronteira de Ressano Garcia, na Província de Maputo, já há equipas reforçadas que controlam, através de testagem, todos os que vêm da terra do rand.

Celestina da Conceição, médica chefe da Província de Maputo, lidera a equipa da saúde instalada naquele posto fronteiriço e avança os contornos das actividades em curso. “Nós já vínhamos fazendo o controlo aqui na fronteira, só que com esta nova variante que eclodiu aqui na África do Sul vimo-nos na obrigação de reforçar as medidas de vigilância activa. Estamos preocupados com essa situação, mas estamos já a fazer o nosso melhor para que a situação não afecte o nosso país “, conclui a Médica-chefe que também ajudava as pessoas a fazerem-se à fila para vacinar.

E é mesmo na fila de testagem que estes cidadãos moçambicanos, provenientes da África do Sul, transportando nesta viatura um seu ente querido, morto num alegado boleamento na África do Sul, recusavam serem submetidos à testagem, alegando morosidade no teste e, também, porque estavam a entrar para o país de origem. Adolfo Matusse é um cidadão moçambicano que questiona porque tem que ser testado se está a voltar para casa. “Na África do Sul fiz teste e tenho aqui o papel, mas agora volto para casa porque é que tenho que fazer teste? Estou no meu país venho deixar o meu irmão que foi morto lá”.

Ultrapassada a confusão, fizeram teste e seguiram a viagem.

Mas Edimilson, que segue viagem para a África do Sul, não tem informação suficiente sobre a nova variante que está a arrasar aquele país. “Ouço falar na televisão, mas não estou bem informado e vou para lá é onde trabalho”.

E do outro lado da fronteira, está Chris, turista sul-africano, que segue para uma das praias de Inhambane e deixa para trás a mortífera COVID-19.

Aqui faz-se teste rápido e PCR para a COVID-19. O cidadão estrangeiro que não tiver o teste PCR válido não é permitido entrar em Moçambique. E os cidadãos nacionais devem exibir também teste válido PCR. Caso não tenham, fazem mesmo o teste na fronteira e os resultados ficam disponíveis dentro de dois, enquanto isso observam quarente de 14 dias e a Província de Maputo já conta com capacidade interna para testagem. “Temos um laboratório de biologia molecular com capacidade de testar duas mil amostras por dia, então estamos preparados para responder a qualquer situação nesta matéria de testagem”, conclui a médica-chefe provincial de Maputo.

Os testes são totalmente gratuitos e os resultados chegam ao indivíduo testado através de mensagem ou chamada telefónica, ou ainda comunicação interpessoal.

Fonte:O País

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