“Já registámos pelo menos 100 destas pessoas”, disse Karongo Kalaja, administrador do território Idjwi, citado pela agência France-Presse. “Eles estão a chegar, mas até agora não sabemos as verdadeiras razões pelas quais estão a fugir do seu país”, acrescentou.Os ruandeses apareceram em pequenos grupos e viajaram em canoas artesanais para o sul da ilha de Idjwi, localizada no Lago Kivu, na fronteira entre o Ruanda e a RDCongo, onde as autoridades procuram identificar formalmente o seu perfil e as razões da sua chegada.”Cento e uma destas pessoas tinham sido contadas na terça-feira pela chefia (entidade administrativa) de Ntambuka”, afirmou Idée Bakalu, presidente honorária da associação Idjwi, em Bukavu, capital da província congolesa do Kivu Sul. Por seu lado, Esther Muratwa, presidente da sociedade civil de Idjwi, falou em 123 pessoas.”Estes ruandeses dizem que estão a fugir da vacina do coronavírus, mas não sabemos quais são as suas intenções”, referiu Idée Bakalu, acrescentando que as autoridades ruandesas já começaram a tomar medidas para que os ruandeses regressem ao seu país.Segundo Dunia Muhigirwa, uma professora em Idjwi, estes ruandeses, incluindo mulheres e crianças, dizem que estão “a fugir da vacina” contra a covid-19.Estão a ser identificados nas aldeias de Lemera e Nyereji onde, de acordo com a professora, “a maioria vive por agora com famílias de acolhimento”.”A sua presença preocupa-nos, pois não é claro por que estão em Idjwi”, acrescentou.No Ruanda, a vacinação contra a covid-19 é obrigatória para andar nos transportes públicos, frequentar bares e restaurantes e participar em conferências e reuniões.De acordo com o Centro de Controlo de Doenças da União Africana (África CDC), o Ruanda tem um total acumulado de 118 mil casos e mais de 1.300 mortos devido à covid-19.A covid-19 provocou 5.503.347 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países.

Fonte : Folha de Maputo

Leave a Reply

Your email address will not be published.