As investigações sobre o processo-crime número 2183/1101/P/2021 movido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) dão conta da detenção de oitos arguidos entre funcionários seniores das alfândegas, empresários de nacionalidade moçambicana, indiana, paquistanesa e chinesa, assim como despachantes aduaneiros. O grupo aproveitava-se de um esquema fraudulento de isenções de encargos aduaneiros em nome de pessoas carenciadas e vítimas do terrorismo, tendo defraudado o Estado moçambicano em valores estimados em 1.209.000.000,00 Meticais.

 

Nesta quarta-feira (19), as autoridades judiciárias prenderam um despachante aduaneiro de nacionalidade maliana e proprietário da empresa Sabuniuma Logística e Services, Importação e Exportação, que é apontado como o “mastermind” de toda a fraude. No momento da detenção, o cidadão maliano estava na posse de valores monetários avultados em moeda nacional (o Metical).

 

Entretanto, com vista a aferir quem é o suposto cérebro da mega-fraude, “Carta” fez uma investigação jornalística e apurou que se trata de Djibi Diako, cidadão de nacionalidade maliana e detentor de 75% da empresa Sabuniuma Logística e Services (consulting services & clearance Angent), uma firma já existente há mais de 13 anos e que funcionava em Bamako.

 

A empresa começou a funcionar legalmente em Moçambique a partir de 21 de Maio de 2018, com sede em Maputo, Avenida Albert Lithuli, número 15, 3º andar, Porta 1 e matriculada com o NUEL 100151809.

 

Segundo constatamos, o capital social da firma é de um milhão de meticais, sendo sócios Djibi Diako, com 750 mil meticais (75%) e Mamadou Diako, com 250 mil meticais correspondente a 25%. Do levantamento feito, apuramos que a empresa realiza transações com instituições bancárias nacionais e internacionais, transporte aéreo e marítimo de mercadorias, entre outros.

 

No entanto, relacionado com o caso, os oito arguidos do processo foram ouvidos nesta quarta-feira pelo Juiz de instrução da secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo com vista a legalizar a prisão ou soltar os arguidos. (OOmar)

Fonte: Carta de Moçambique

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