O processo-crime número 2183/1101/P/2021 já conta com 10 detidos envolvidos no rombo de mais de 18.600.000 USD no Terminal Internacional Marítimo (TIMAR) de Maputo. Mas apresenta um leque de mistérios e sinuosidades. Para além dos funcionários seniores das alfândegas, empresários nacionais e estrangeiros, e despachantes aduaneiros, existem algumas figuras sinistras de nacionalidade estrangeira que arquitectaram este mega-esquema que mais uma vez lesou o Estado moçambicano em milhões de meticais.

 

Sucede que, para além dos proprietários da empresa Sabuniuma Logística e Services, de capitais malianos, ora detidos, “Carta” apurou que no centro deste “baralho” está um cidadão de nacionalidade libanesa que se acredita ser o Joker deste jogo. Segundo fontes devidamente posicionadas, o aludido libanês terá zarpado logo que as detenções começaram. 

 

De referir que, depois dos primeiros oito detidos que viram as suas detenções legalizadas na madrugada desta quinta-feira (19) pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM), incluindo a detenção de um despachante aduaneiro de nacionalidade maliana, na manhã da última quarta-feira algures em Maputo, na posse de mais de dois milhões de Meticais no carro, parece não ser o único episódio deste filme. 

 

É que, de acordo com fontes da Procuradoria-Geral da República, no dia 18 de Janeiro de 2022, um outro elemento do grupo fugiu do país através da fronteira de Ressano Garcia para República da África do Sul, munido de um bilhete de viagem aérea com voo marcado para o Aeroporto Internacional Oliver Tambo, de Joanesburgo, donde partiria para a República da Costa do Marfim e daquele país para a República do Mali, segundo o itinerário do seu bilhete de viagem.

 

Conforme avança a PGR, na sequência de um mandado de captura emitido pelas autoridades nacionais em coordenação com a contraparte sul-africana foi possível a sua detenção no Aeroporto supracitado, quando se preparava para embarcar no dia 19 de Janeiro, cerca das 23 horas.

 

Com a detenção destes indivíduos, o número de detidos relacionados com o caso passa a 10, faltando neste momento encontrar o cidadão libanês que montou toda a orquestra que em nome de pessoas carenciadas e vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado beneficiam de isenções fiscais acima de um bilião de Meticais. Onde deve estar o libanês? (OOmar)

Fonte: Carta de Moçambique

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