O Governo autorizou a reabertura de teatros e centros culturais. Alguns fazedores de arte e profissionais da área cultural já têm exposições agendadas, mas entendem que o número de pessoas permitidas actualmente devia ser um pouco maior.

Com um protocolo rigoroso de segurança sanitária e limitação da capacidade máxima, as salas de teatros e centro culturais já estão abertos ao público, aliás estes últimos são a “cereja no topo do bolo”, pois sem eles a manutenção, não só das instalações teatrais assim como dos actores fica condicionada.

Face a esta reabertura ao fim de dois meses, os actores estão eufóricos.

“Estou muito feliz, já sentia falta deste calor do público”, disse gargalhando Cesarina Cossa, actriz

Como não há bela sem senão, as novas regras geram desconforto por parte dos gestores. O primeiro grito de socorro vem da Associação Moçambicana de Teatro, que afirma não ter motivos para festejar, pelo menos por enquanto, “Estamos a ser violentamente agredidos com estas medidas que não compensam, o teatro desempenha um papel importante para educar e consciencializar a sociedade, em tempos de crise que passamos, outro aspecto pretende-se as contas que temos por pagar, os outros sectores foram contemplados como do desporto por exemplo e nós, como ficamos? questionou Alvim Cossa, Presidente Da Associação Moçambicana De Teatro

A Companhia de Teatro Gungu não disfarça a satisfação pela reabertura, tanto que vai brindar ao público nos próximos três meses, com a reestreia do espectáculo intitulado ˝Lar Amargo Lar˝.

A gestora da companhia considera que a limitação determinada no Decreto do Conselho de Ministros, sobre a Situação da Calamidade Pública, não vai permitir cobrir os prejuízos na colecta de receitas, depois de meses com as portas encerradas.

˝Durante este tempo que estivemos encerrados, as contas de água e luz não deixaram de vir sequer de serem pagas˝, concluiu Juju Rombe, actriz e gestora Gungu.

No meio do desalento, existe quem já corre atrás do prejuízo. É o caso do Centro Cultural Brasil-Moçambique, que também tem eventos agendados para os próximos dias. Os centros culturais têm agora a oportunidade de multiplicar as actividades.

Para que continuemos com as gargalhadas estampadas no rosto ao assistir uma peça, o caminho é claro…Usar máscara sempre que estiver no recinto cultural e não só. E por fim,não menos importante, fazer a pré-marcação e chegar ao local com a devida antecedência. Lembrando que as salas não devem exceder 30% da capacidade máxima.

Fonte:O País

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