O ‘Memorando de Entendimento para a Cooperação Militar Américo-Congolesa’ foi assinado pelo ministro da Defesa da RDC, Aimé Ngoy Mukena, e pelo embaixador norte-americano em Kinshasa, Mike Hammer, na sede da Presidência deste país africano.A cooperação militar entre os dois países estava interrompida desde 1990, quando a RDC estava sob o regime de Mobutu Sese Seko.O acordo agora assinado abrange quatro pilares: “Formação no domínio da engenharia militar, da logística, formação do pessoal civil que trabalha no Exército e acesso à língua inglesa”, afirmou o embaixador norte-americano, citado pela agência France-Presse.Através deste acordo, “os Estados Unidos apoiam um plano abrangente para combater a multitude de grupos armados que aterrorizam a população no leste da RDCongo”, sublinhou o diplomata. Com a assinatura do acordo, o Exército congolês deve procurar “quebrar os laços que alguns oficiais criaram com alguns destes grupos”, desenvolvidos a troco de “ganhos financeiros pessoais”, acrescentou.”Os pilares escolhidos são o motor do Exército”, defendeu o ministro da Defesa da RDC.O investigador Thierry Vircoulou, do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), considera que os Estados Unidos da América “optaram por temas simples” porque “sabem que esta cooperação está condenada ao fracasso”.Durante quase 30 anos, a região oriental da RDC tem sido afetada por violência, com várias dezenas de grupos armados locais e estrangeiros a atacarem civis ou em confrontos com as forças de defesa e segurança por razões étnicas, territoriais ou económicas.

Fonte : Folha de Maputo

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