A raça do gado bovino, denominada “Senepol,” faz do Brasil o país com o maior rebanho do mundo e, segundo Itamar Netto, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos, a raça é propícia para a sua criação em Moçambique.

“Os cruzamentos de Senepol, não importa qual raça seja, não têm contra-indicações, podendo, junto das raças existentes em Moçambique, resultar numa melhor reprodução”, afirmou Itamar Netto.

Um dos grandes desafios na criação de gado bovino, que no país é feita maioritariamente por produtores familiares, é a falta de condições para confinar os animais num único lugar. Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos, a raça Senepol é propícia em qualquer região de pasto.

“A raça Senepol sobrevive em qualquer situação climatérica e é capaz de se adaptar em relevos ou altos ou baixos. Portanto, garanto que esta raça não é refém do confinamento”.

Itamar Netto aponta, igualmente, a reprodução precoce da raça Senepol como uma das vantagens para a multiplicação desta espécie. É que já aos 16 meses, este tipo de gado bovino já dá indícios de reprodução.

“Após os 16 meses, a raça Senepol, ao ser colocada a pasto, num curto espaço de tempo, começa a mostrar sinais de reprodução.”

A raça Senepol está presente no Brasil há mais de 20 anos e acredita-se que teria resultado da juncão de duas raças, uma africana, especificamente do Senegal, e outra europeia, concretamente da Inglaterra.

Itamar Netto falava na terceira edição da Mozgrow, no painel subordinado ao tema “Diversificação de raças em bovinos”.

Fonte:O País

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