Moçambique está em estado de alerta máximo, devido ao surgimento de uma nova variante da COVID-19,  detectada recentemente na vizinha África do Sul, depois do Botswana. A variante, considerada altamente infecciosa, comparativamente às  outras do mesmo vírus, já infectou centenas de pessoas e matou outras dezenas.

Entretanto, a preocupação devido a este vírus parece ser apenas das autoridades de saúde, porque o que se passa nos espaços públicos é um total relaxamento e desrespeito no que à prevenção diz respeito.

A nossa equipa visitou, hoje vários espaços públicos, com destaque para mercados e feiras informais. O cenário é, no mínimo, preocupante. As pessoas já não se preocupam com as medidas. Relaxaram em tudo e Julieta Mel confirma esta constatação.

“A sociedade mudou e há pessoas que pensam que a COVID-19 acabou, mas não é verdade e vem aí a quarta vaga. Se ela já está na África do Sul é porque mais dia ou menos dia estará no nosso país”, referiu-se a fonte, que acrescentou que, apesar de ver que os outros já se descuram da prevenção, ela e sua família continuam a seguir à risca o protocolo sanitário.

Nos mercados e no transporte público, outro lugar por nós visitado, as medidas são ponteadas. Algumas pessoas agem como se a COVID-19 já não existisse. Diga-se, rapidamente esqueceram-se do que a doença fez nas vagas anteriores, sobretudo a terceira no país.

Manuel António, é munícipe de Maputo, vem ao centro da cidade para trabalhar e infelizmente, segundo ele, tem de apanhar o transporte que anda cheio. A máscara, essa as pessoas só usam para entrar no chapa.

“No transporte público é mais grave, pior agora que voltamos a sentar quatro pessoas em  cada banco, os autocarros andam sempre lotados, principalmente na hora da ponta, onde há mais pessoas à procura do transporte para voltar para casa. É nos transportes que acho que o Governo devia olhar mais, para evitar mais propagação”.

O uso obrigatório de máscaras também tornou-se facultativo. Ou seja, usa quem quer e quando quer.

Flagramos um senhor, sem máscara, questionamos sobre o acto e ele passou mais de um minuto à procura da sua máscara que, amarrotadas saiu dos confins do bolso e ocupou o lugar de onde não deve sair.

A pouca procura das máscaras é evidenciada pelo negócio de Jaime, que de quatro embalagens de máscaras vendidas por dia, passou para apenas uma, e isso nos dias de sorte.

“O negócio das máscaras já está fraco. Já não vendemos como antes. As pessoas já não compram máscaras”, disse Jaime Manuel.

No entanto, na sequência desta eminente quarta vaga, o Ministério da Saúde assegura o reforço das medidas de contenção da pandemia, com destaque para a testagem obrigatória nas fronteiras e o reforço na vacinação.

Fonte:O País

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