Alegada instituição bancária movimentou 482 milhões de meticais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou processos-crime contra sete colaboradores ligados à Associação de Crédito para Ajuda Mútua, mais conhecida por “banco chinês”. A alegada instituição bancária movimentou 482 milhões de meticais.

A PGR apurou que o grupo denominado “Associação de Crédito para Ajuda Mútua” captava ilegalmente depósitos de cidadãos e reembolsava com juros. Os interessados depositavam o valor mínimo de 20 mil meticais em contas bancárias fornecidas pela associação e, no fim de cada mês, recebiam juros equivalentes a 30% do valor.

Durante o período de operação, o Estado deixou de arrecadar para os seus cofres mais de 29 milhões de meticais, enquanto o “banco chinês”, segundo apurou a procuradoria, movimentou 482 milhões de meticais.

O processo foi acusado e remetido ao Tribunal Judicial KaMpfumo, localizado na cidade de Maputo, no dia 3 de Março corrente, para posteriores termos processuais.

Os indivíduos (um chinês e seis moçambicanos) são acusados de cometer quatro crimes, nomeadamente, crime de exercício ilícito de receptação de depósitos e outros fundos reembolsáveis; crime de burla por defraudação; crime de associação para delinquir; e crime de branqueamento de capitais.

A referida associação não se encontrava registada no território nacional e não tinha autorização para exercer a referida actividade financeira.

Em Julho de 2016, o Banco de Moçambique cativou as contas da suposta instituição bancária, por se tratar de uma actividade ilegal. Desde essa altura, a Procuradoria da República da Cidade está a esclarecer os contornos da operação de angariação de depositantes que recebiam juros mensais estimados em 30 por cento. O processo afectou 16 mil depositantes.

 


Fonte:http://opais.sapo.mz/index.php/sociedade.html

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