Decorre, desde esta quarta-feira até sexta-feira, o Sexto Congresso Africano de Contabilidade. Aos delegados, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, pediu a elevação da qualidade da classe.

Um dado é certo – os contabilistas e auditores têm o potencial para garantir a transparência e fiabilidade nos processos de gestão financeira no país e na África, no geral, segundo considera Do Rosário.

O governante sabe ainda que a classe ajuda e tem-no feito para a fiscalização do erário público, no apuramento de colecta de receitas que alimentam o tesouro público, bem como na melhoria do ambiente de negócios e no combate à corrupção.

Para o caso específico de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário afirmou que os contabilistas e auditores têm um contributo significativo na redução da fuga ao fisco e na contínua melhoria da gestão das finanças públicas.

“Acreditamos que este congresso sirva de uma plataforma privilegiada para o debate e reflexão sobre como capitalizar as tecnologias de informação e comunicação para acelerar a modernização dos sistemas de gestão e prestação de serviços no sector público e privado”, afirmou o governante.

“Desafiamos ainda os participantes deste congresso a reflictirem e trazerem propostas que possam contribuir para a elevação dos padrões de qualidade da classe dos auditores e contabilistas a nível do nosso continente”, enfatizou.

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO TOPO DA AGENDA

Uma vez que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são fundamentais para a gestão financeira dos países, as mesmas estão no topo da agenda do evento. Carlos Agostinho do Rosário instou os presentes a fazerem um bom proveito da temática com olhos postos para a sua materialização e consolidação.

“Nesta era das tecnologias digitais, as normas e procedimentos de gestão financeira têm, cada vez mais, como suporte às TIC que permitem o acesso rápido e flexível à informação a partir de qualquer ponto do mundo”, disse Do Rosário.

Sobre o capítulo de transformação digital, o dirigente entende que os contabilistas e auditores do continente têm de se adequar, acompanhar e tirar vantagens deste processo, uma vez que é irreversível.

Para Carlos Agostinho do Rosário, essa transformação está cada vez mais presente no país, que já assume as TIC como uma alavanca para o seu desenvolvimento económico e social.

O Primeiro-Ministro apontou, por exemplo, para a criação e aperfeiçoamento do Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE) como uma das iniciativas impostas pela digitalização.

“A aposta na informatização do Sistema de Administração Financeira do Estado tem vindo a contribuir para a melhoria dos procedimentos contabilísticos e disponibilização atempada de informação, assim como para maior transparência e fiabilidade dos processos de gestão financeira do nosso país”, sublinhou o dirigente.

Por sua vez, o Bastonário da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), Mário Sitoe, disse que a transformação digital – a chamada quarta revolução industrial – não interessa apenas à sua classe, como também a diferentes profissionais e contextos sociais.

“O debate sugere que a avaliação em torno da quarta revolução vai para além da mudança tecnológica. Promove o cultivo das oportunidades do mercado on-line e do escritório virtual largamente adoptado durante os momentos críticos da pandemia da COVID-19”, disse Sitoe.

Fonte:O País

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