O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que governa o país desde 1979, rejeitou esta quinta-feira falar da sua sucessão. Obiang assegurou que haverá uma alternância própria de uma democracia.

De acordo com a DW, o Chefe de Estado, de 79 anos, disse, numa conferência em Bata, que, “no que diz respeito à permanência no poder, é preciso saber que, num Estado de democracia, não é bom falar de sucessão, como se fosse uma herança”. Obiang está no poder há 42 anos e alcançou o poder após um golpe de Estado no qual derrubou o seu tio Francisco Macías.

O Presidente compareceu perante os jornalistas após o encerramento do VII Congresso Nacional Ordinário do Partido Democrático da Guiné Equatorial, que está no poder e do qual Obiang é fundador. O congresso decorreu entre 22 e 24 de Novembro e antes do evento especulava-se acerca da eventual nomeação de um candidato às eleições presidenciais de 2023.

Segundo analistas, a sucessão de Obiang é disputada entre os seus dois filhos, que detêm cargos importantes no Governo. O primeiro, vice-presidente e responsável pela segurança nacional, Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido como “Teodorín”. O segundo, Gabriel Mbega Obiang Lima, que é ministro das Minas e Hidrocarbonetos, sendo a Guiné Equatorial um dos maiores produtores de petróleo de África.

Tanto “Teodorín”, figura controversa devido à sua implicação em processos judiciais em países como EUA, França ou Suíça por alegado envolvimento em escândalos de corrupção e branqueamento de capitais, como Lima têm apoios nacionais e internacionais.

Ainda assim, a Constituição favorece o primeiro, já que estabelece que o vice-presidente deve assumir o cargo em caso de demissão, incapacidade ou morte do chefe de Estado.

Fonte:O País

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