Ano passado, Calane da Silva conquistou o Prémio Guerra Junqueiro Lusofonia. Entretanto, porque perdeu a vida, no início deste ano, não recebeu o prémio. Assim, esta quarta-feira, a viúva do escritor, Maida Calane da Silva, recebeu, em Maputo, das mãos da ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, a atribuição a título póstumo.

De acordo com a nota de imprensa do Ministério da Cultura e Turismo, a cerimónia de atribuição foi breve, mas carregada de simbolismo e muita emoção. A viúva de Calane da Silva e Eldevina Materula não conseguiram conter as lágrimas pela grandeza que o gesto representa. “Como Ministério da Cultura e Turismo, acreditamos que o prémio atribuído em homenagem póstuma não só vem reconhecer o percurso literário de Calane da Silva, mas também a sua Humanidade. Por isso, deve continuar a inspirar não só a família de Calane, mas a juventude da nação moçambicana. Este prémio, que vem dos lados do Atlântico e do Tejo, deve ser bem enraizado cá dos lados do Índico e do Zambeze, para que a vida e a obra de Calane da Silva estejam sempre presentes e celebradas pela Nação moçambicana. Como Governo, recebemos este Prémio com honra e entregamos, igualmente, à família Calane da Silva com honra, Humanidade e fraternidade”, disse Eldevina Materula, segundo a nota de imprensa.

Por sua vez, a viúva do escritor, Maida Calane da Silva, citada na mesma nota, disse que “é gratificante receber este prémio das mãos da Ministra da Cultura e Turismo e é, acima de tudo, uma honra. Calane já não existe entre nós, mas está nos nossos corações. Agradeço tudo que os moçambicanos fizeram por ele. Ele sempre dizia que era um homem do povo.

Estava destinado ele próprio receber o seu prémio, mas o destino assim quis que eu recebesse o prémio no dia do meu aniversário. Só Deus sabe melhor o que isso significa. Quero agradecer a todos no nosso país e pelo mundo inteiro”.

O Prémio Literário Guerra Junqueiro é promovido no âmbito do Freixo Festival Internacional de Literatura, que se realiza desde 2017, em Freixo de Espada à Cinta, Portugal.

Fonte:O País

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