Celebraram-se ontem 45 anos da criação da Organização Moçambicana dos Trabalhadores, Central Sindical (OTM-CS). E para marcar a efeméride, líderes sindicais foram à Presidência da República saudar o Chefe de Estado, Filipe Nyusi.

Na ocasião, reconheceram os esforços do Governo liderado por Filipe Nyusi na busca de soluções para os problemas que enfermam a classe de trabalhadores, através da predisposição para o diálogo tripartido entre o Executivo, o patronato e os trabalhadores representados pelos respectivos sindicatos em sede da Conservação Social.

Apesar disso, os trabalhadores dizem que a sua luta para a melhoria das condições de vida do trabalhador moçambicano continua, querem ainda um diálogo franco com os parceiros sociais, a justiça social e o respeito pelos direitos laborais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, também retribuiu o elogio, enfatizando que a OTM-CS também tem sido um bom parceiro do Governo e dos empregadores, porque se consegue dialogar de forma construtiva e se constroem consensos que noutras realidades podiam ser difícil alcançar. Por outro lado, disse aos trabalhadores que o seu Governo tem recebido as preocupações de todos ao nível nacional e, na medida do possível, tem procurado encontrar soluções, mas a conjuntura económica não tem permitido que a solução seja aquela que vai ao encontro da expectativa dos mesmos. Apontou o corte do apoio ao orçamento do Estado, as calamidades naturais, os conflitos militares e a COVID-19 como sendo os grandes entraves ao desenvolvimento económico do país.

Disse que, nos últimos anos, muitos trabalhadores perderam os seus postos de trabalho nas zonas afectadas pelos conflitos militares, no centro do país e no norte de Cabo Delgado. O que aconteceu devido à COVID-19, apesar dos esforços do Governo para que as grandes empresas e campos agrícolas não encerrarem, nem sempre foi possível evitar tal situação.

Filipe Nyusi diz que não tem sido fácil para si mandar fechar barracas e ou praias sabendo que são fonte de emprego para alguns concidadãos, mas a necessidade de salvaguardar a saúde de milhares de moçambicanos não têm tido escolha. Pelo que pede aos moçambicanos para continuarem a observar a prevenção para que possa ter motivos para reduzir as medidas tomadas para reter a expansão da pandemia.

Ressaltou ainda que é preciso aumentar a capacidade dos moçambicanos em trabalhar, porque só assim será possível melhorar a economia do país e as condições dos trabalhadores. Deu exemplo do corte do apoio ao Orçamento para dizer que o Estado subsiste apenas porque o Governo lançou uma campanha para que os moçambicanos aumentassem a produção e isso permitiu o aumento do rendimento interno. Esse movimento diz que deve continuar para que o país possa reduzir a dependência externa até para produtos que é possível produzir localmente.

Fonte:O País

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