Nyusi diz que Moçambique deve produzir mais para sair da dependência externa

O Presidente da República reagiu, última sexta-feira, à suspensão da importação de frango e outras carnes do Brasil e de países da África Austral. De acordo com Filipe Nyusi, Moçambique deve produzir mais, para sair da dependência externa.

Para o estadista, esta pode ser uma oportunidade para impulsionar a produção local, tendo  em conta que Moçambique tem capacidade para produzir aves para o consumo interno e para exportar. “Temos que sair da dependência de aves. Temos que produzir aves para o nosso consumo, aves de qualidade e, também, para exportarmos. Não chegamos ainda à fase de exportar, mas os indicadores da produção deste ano em relação às aves são bastante encorajadores”, disse o Presidente da República, que falava num encontro com a população de Inhambane, logo à sua chegada, para uma visita de trabalho.

Em face da insuficiência de carne produzida internamente, Filipe Nyusi encorajou a província de Inhambane a envolver-se mais na produção. “Queremos que a província de Inhambane vá aderindo a este projecto. É gradual, mas tem que acelerar, porque temos que sair desta dependência de importação de carnes”, referiu o estadista.

Nyusi advertiu, entretanto, que a população não deve deixar de produzir o que já vem produzindo.

A decisão de suspensão temporária de importação de carnes surge na sequência da operação da Polícia Federal Brasileira denominada “Carne Fraca”, que tem por objectivo combater a corrupção e crimes contra a saúde pública.

Nyusi promete reposição dos bens destruídos pelo Dineo

Filipe Nyusi falou, também, do ciclone Dineo, que em meados de Fevereiro arrasou Inhambane, assegurando às populações que o Governo está atento ao sofrimento das vítimas e garantiu que a reposição dos bens será feita o mais rápido possível. “Estamos atentos às escolas, postos de saúde, habitações, mesmo estradas, instalações de energia. Estamos para dizer que, sobre aquilo que aconteceu, estamos dentro do assunto e manifestamos a nossa prontidão de tudo fazer para, em menos tempo, conseguirmos repor o que ficou destruído”, assegurou.

Além de danificar infra-estruturas diversas, o ciclone Dineo matou sete pessoas em Inhambane.

Na sua visita de dois a Inhambane, o Presidente da República esteve acompanhado pelo ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro; vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública, Roque Silva; director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Osvaldo Machatine; bem como por quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

PR critica qualidade das obras públicas

O Presidente da República voltou a criticar a fraca qualidade de obras públicas. Para se inteirar da dimensão dos estragos causados pelo ciclone Dineo, Filipe Nyusi visitou algumas escolas que ficaram parcialmente destruídas, na capital de Inhambane. Acompanhado pelo governador da província e pelo director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, o estadista entrou nas salas de aula e interagiu com algumas crianças. E porque o apoio às vítimas do ciclone Dineo continua a chegar, Nyusi testemunhou a assinatura de memorandos de entrega de material de construção de salas de aula por parte do povo chinês e pela petrolífera norte-americana, Anadarko.

 

 


 

Fonte: O Pais -Politica

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