Pelo menos nove pessoas morreram devido ao ciclone Eloise, em Moçambique, e o total de pessoas afetadas pela tempestade e outras cheias de janeiro ascende a 288.400, anunciaram as autoridades.

 

Sete óbitos aconteceram na província de Sofala, outro na Zambézia e um último em Manica, todas regiões do centro do país, indicou o mais recente balanço do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) moçambicano, publicado hoje no jornal Notícias.

 

De acordo com o INGD, operações de busca e salvamento continuam a decorrer naquelas regiões, onde a ONU estimou existirem 18 mil desalojados.

 

O ciclone Eloise atingiu o centro de Moçambique no sábado, depois de a tempestade Chalane ter provocado sete mortos, na mesma zona, no final de 2020.

 

O país está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

 

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois dos maiores ciclones (Idai e Kenneth) que já se abateram sobre o país em tão poucas semanas. (Lusa)

Fonte: Carta de Moçambique

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