O PRIMEIRO projecto de conservação para grandes carnívoros, no Parque Nacional da Gorongosa (PNG), em Sofala, foi lançado em 2012 econcentrou-se em recrutar e desenvolver a próxima geração de cientistas, veterinários e conservacionistas de fauna bravia do país.

Em 2018, foi reintroduzida a primeira alcateia de mabecos, uma espécie crítica de carnívoros nativa do parque, mas extinta durante a Guerra Civil.

António Paulo e Mércia Ângela são os dois veterinários moçambicanos que co-lideram a maioria das operações de campo envolvendo leões, mabecos, leopardos e elefantes, numa equipa que inclui também ecologistas especializados na protecção e recuperação destas e outras espécies.

Segundo informação publicada na secção “Conservação” da página da Internet do PNG, a população de leões ainda enfrenta desafios muito profundos em todo o continente africano e Moçambique não é excepção.

A caça furtiva, especificamente relacionada ao comércio de carne e partes de animais selvagen, e a invasão do seu habitat são as maiores ameaças neste momento.

“O nosso trabalho é desgastante, difícil e pesado do ponto de vista emocional. Com a crise no número de leões em estado selvagem em toda a África, todos os leões são importantes. Todos os leões contam. Cada nascimento é uma celebração e cada morte desnecessária, uma tragédia”, lê-se no gorongosa.org.

A estreita colaboração entre a administração do parque e os fiscais contribuiu significativamente para a recuperação de espécies. Por exemplo, quando o primeiro projecto de conservação foi lançado em 2012, acreditava-se que havia apenas entre 30 a 40 leões no parque. Já em 2019, foi documentada a existência de, pelo menos, 146 leões em e dezenas de novos filhotes.

Segundo os responsáveis do parque este facto resulta da capacidade crescente da equipa de fiscalização de monitorar, de perto, as espécies numa vasta área selvagem com poucos acessos rodoviários. Leia mais

Fonte:Jornal Notícias

Leave a Reply

Your email address will not be published.