Sem jogar desde que foi eliminada, em Novembro, da corrida ao Campeonato do Mundo (Qatar ‘2022), a selecção moçambicana, Mambas, deverá voltar aos relvados na terceira semana de Março para, em princípio, defrontar a congénere de Angola, os Palancas Negras.

Para o efeito, a Federação Moçambicana  de Futebol (FMF) já iniciou contactos com os dirigentes da Federação Angolana de Futebol, no sentido de aproveitar o enquadramento da  data  FIFA para pôr-se à prova diante dos Palancas Negras, que tal como os Mambas, estão fora do Campeonato Africano das Nações  que está a decorrer nos Camarões.

Angola falhou a qualificação ao CAN Camarões após perder (0-1) na visita à Gâmbia. A formação de Pedro Gonçalves sofreu o único golo aos 62’, com Ceesay a ser o carrasco dos Palancas Negras.

Segundo o Jornal de Angola, com o Estádio Nacional do Zimpeto, em Maputo, a beneficiar de obras de substituição do relvado, o particular poderá ter lugar no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, capital de Angola.

Este duelo servirá de preparação para os Mambas tendo a fase de qualificação para o Campeonato Africanos das Nações, CAN-2023, prova a realizar-se na Costa do Marfim.

Os Mambas, como se sabe, terão quatro jogos já no mês de Junho com adversários ainda por conhecer, uma vez que a Confederação Africana de Futebol irá proceder ao sorteio da fase de grupos. Já em Novembro, o combinado nacional disputará dois jogos referentes à fase de apuramento ao CAN-2023.

Equivalente à Taça das Nações Africanas, mas reservado para jogadores locais, o calendário do CHAN sofreu uma alteração devido à pandemia do novo Coronavírus.

Para que o CHAN e CAN ordinário não se sobrepusessem, a CAF anunciou que o campeonato reservado aos jogadores que evoluem nos respectivas provas internas será realizado em Janeiro de 2023 em datas a serem definidas. Um programa inteiro…

ESTÁDIO 11 DE NOVEMBRO APROVADO

A Confederação Africana de Futebol (CAF) aprovou a realização de jogos internacionais no estádio 11 de Novembro, em Luanda, após obras na infra-estrutura, informou hoje a instituição.

O vice-presidente da FAF, José Carlos Miguel, disse tratar-se de aprovação provisória, pois a CAF baixou ainda várias recomendações por serem cumpridas pelas autoridades angolanas.

Quanto aos demais estádios angolanos, e que continuam encerrados para jogos internacionais, disse que, depois de cumpridas recomendações, voltam a ser inspeccionados pela Confederação Africana de Futebol.

Trata-se dos estádios dos Coqueiros e 22 de Junho, em Luanda, o estádio do Sagrada Esperança, na província da Lunda Norte, bem como o da Tundavala, na Huíla.

Em Novembro de 2021, a CAF, através de um relatório, reprovou os estádios nacionais, incluindo o 11 de Novembro, em Luanda, por não oferecerem as mínimas condições para a prática do futebol.

CAF SUSPENDE JOGOS DE CAN NO ESTÁDIO OLEMBÉM EM YAOUNDÉ

A Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu, terça-feira, até à nova ordem, jogos no estádio Olembé de Yaoundé durante este CAN Camarões 2021 no Estádio Olembé de Yaoundé, anunciou o seu presidente, o Sul-africano Patrice Motsepe.

Durante uma conferência de imprensa em Yaoundé, Motsepe indicou que esta medida se segue aos incidentes e empurrões que fizeram mortos e muitos feridos, segunda-feira, às portas do referido estádio, antes do jogo dos oitavos-de-final entre os Camarões e as Ilhas Comores ganho pelo primeiro por 2-1.

Mesmo declarando responsável o Comité Organizador do CAN (Cocan) local pelo sucedido, Patrice Motsepe não negou as responsabilidades da CAF por isso.

“Devemos ter presente que a segurança de todos os espectadores  é a nossa principal preocupação”, disse.

Enquanto se aguarda pela conclusão da investigação, o Estádio Olembé está suspenso até nova ordem, devendo os jogos previstos neste espaço, precisamente Côte d’Ivoire-Egito e Marrocos-Malawi, agendados para domingo no quadro dos oitavos-de-final, ser transferidos para  o Estádio Ahmadou Ahidjo, em Yaoundé.

Segundo o presidente Motsepe, “houve lacunas, fiascos e fraquezas, coisas que deveriam ter sido previstas.”

A CAF vai doravante trabalhar “para que tais eventos não se repitam”, assegurou o presidente da CAF.

Fonte:O País

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