O 18º livro de Carlos dos Santos é uma história sobre o ambiente. O Infanto-juvenil foi ilustrado por Rajau de Carvalho, sob a chancela da Alcance Editores.

 

O respeito pelo meio ambiente é uma questão pertinente. Por isso, Carlos dos Santos aceitou o repto lançado por um amigo de escrever algo para crianças sobre a matéria. “Porque, pelo exemplo que os adultos de hoje dão às crianças, não vamos longe. E eu gostei da ideia: escrever algo educativo sobre o meio ambiente, de forma lúdica”, explicou Carlos dos Santos. Assim, na verdade, o escritor começou a escrever Os pintores de sonhos, livro infanto-juvenil constituído por 72 páginas.

Como é habitual, a nova obra literária de Carlos dos Santos foi escrita em todo o lado onde o autor esteve. “Quando começo a pensar uma história, desencadeia-se um processo contínuo. Quando me ocupo conscientemente de outra coisa, o meu subconsciente continua a laborar no assunto da história. E pode ocorrer que eu esteja a conversar contigo e, de súbito, ele lança-me para o consciente uma ideia, uma frase, uma palavra, uma imagem. Isso pode acontecer em qualquer lado, em qualquer altura”, revelou. E, quando isso acontece, o escritor toma nota, para não se esquecer, e, quando tem oportunidade, vai incorporar e adaptar essas ideias no texto já escrito.

Embora chegue agora às livrarias, Os pintores de sonhos é um livro escrito ano passado, numa experiência sempre prazerosa. “Escrever tornou-se para mim um modus vivendi. Já não é uma escolha. É uma condição, uma necessidade. E quando conseguimos satisfazer uma necessidade, isso dá-nos prazer”.

A 18ª obra de Carlos dos Santos apresenta um enredo cheio de surpresas e mistérios sobre os efeitos nefastos para a vida dos desmandos humanos em relação ao ambiente. Ao mesmo tempo que a história lembra que a responsabilidade pelas calamidades naturais, por exemplo, é de todos, conta também que é possível reverter os danos já causados e que a cura desses males também reside em cada pessoa, incluindo os mais novos.

Os pintores de sonhos é uma história extensa. Sobre essa particularidade, o escritor esclareceu, esta terça-feira: “A extensão da história tem a ver com o estilo da escrita que sigo, em que construo um enredo, em que procuro criar situações de suspense, em deixar espaço à imaginação e à interpretação do leitor, para que a história não resulte num manifesto político a favor ou contra qualquer coisa, mas sim num enredo em que se aprendem coisas de forma lúdica, se possível, com a beleza da arte (e, assim, se pode aprender a estética, por exemplo)”.

O novo livro de Calos dos Santos foi ilustrado por Rajau de Carvalho e chega às bancas sob a chancela da Alcance Editores.

Fonte:O País

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