“Tivemos de nos adaptar à nova situação; isto diz particularmente respeito aos nossos voos regulares que foram temporariamente suspensos”, disse Stephane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária, sem especificar se esta nova situação se devia às sanções recentemente tomadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) contra a junta militar no poder, e que incluem o encerramento das fronteiras, escreve o “Notícias ao Minuto.”Estamos nesta altura a discutir com os nossos parceiros malianos os novos procedimentos que implementaram para aprovar os voos da ONU”, disse Dujarric, acrescentando que “os mecanismos foram propostos pelas autoridades malianas na semana passada” e apontando estar “confiante de que é possível encontrar uma solução o mais rapidamente possível para retomar o funcionamento normal dos serviços de acordo com o mandato” da ONU.As sanções impostas pela CEDEAO e pela União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) incluem o encerramento das fronteiras e a suspensão do comércio com o Mali, bem como o bloqueio das contas dos membros da junta militar.O Governo maliano controlado pelos militares lançou na segunda-feira um apelo à população para manifestar o seu apoio às autoridades saídas do duplo golpe de Estado, face às sanções.O Governo pediu ainda às autoridades religiosas que organizem orações em todos os locais de culto.O líder da junta, coronel Assimi Goïta, que chegou à liderança do Mali através de um primeiro golpe de Estado em 2020 e que assumiu funções de Presidente de transição após um segundo golpe em maio de 2021, exortou os malianos a “defenderem a pátria”.A CEDEAO decidiu na semana passada, numa cimeira extraordinária em Acra, congelar as contas dos membros da junta militar do Mali nos bancos regionais, retirar os embaixadores dos países-membros da organização acreditados em Bamako e suspender todas as transações comerciais com o país, com exceção de bens de primeira necessidade.As novas sanções da CEDEAO são uma resposta à intenção do Governo do Mali de prolongar o período de transição por até cinco anos, o que significa adiar a data das eleições acordadas para 27 de fevereiro, consideradas um marco na recuperação da legitimidade constitucional após os dois golpes militares.O embargo sobre as trocas comerciais e as transações financeiras suscita preocupações quanto ao seu impacto num país pobre e afetado pela violência e pela pandemia de covid-19.O Mali enfrenta uma crise de segurança desde 2012 em resultado da emergência de vários grupos ‘jihadistas’ afiliados à Al-Qaida ou ao Estado Islâmico, que aproveitaram as debilidades do Estado maliano para se instalarem no terreno, alargando a área da presença em toda a região do Sahel.A ONU tem 13.289 militares e 1.920 agentes de polícia no Mali.

Fonte : Folha de Maputo

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