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Fundação MASC (Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil) lançou, esta quarta-feira, em Maputo, a iniciativa “Arte Para Paz”, um movimento para revitalizar os distritos atingidos pela violência extremista, na província de Cabo Delgado, e dar esperança às comunidades afectadas.

 

Com esta iniciativa, a MASC quer mobilizar pessoas singulares e colectivas para contribuírem com materiais como baldes de tinta, pincéis, luvas e também com conhecimento artístico (por ex. muralistas) para dar cor às ruas, casas e edifícios dos distritos de Mocímboa da Praia, Palma, Macomia, Quissanga, Nangade e Muidumbe, e dar amparo às comunidades através da arte, criando condições mínimas para o retorno dos deslocados às suas zonas. Assim, a Fundação pretende reafirmar o seu compromisso de apoiar os esforços para a reconstrução dos distritos afectados pela violência.

 

“Arte para Paz” pretende ser um movimento nacional para a revitalização desses locais, envolvendo moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, e do Zumbo ao Índico’’.

 

Discursando no lançamento da iniciativa, o Director Executivo da Fundação MASC, João Pereira, exortou a todos os moçambicanos a darem a sua mão para a materialização do sonho de dar cor aos distritos ao norte de Cabo Delgado e voltar a dar esperança às comunidades do norte de Moçambique.

 

 “Queremos fazer mais para Moçambique, mas os desafios do presente e do futuro não nos permitem trabalhar sozinhos. Por isso, estamos aqui para fazer um forte apelo a todas as forças vivas, governo, sector privado, doadores, entre outras, para, juntos, trabalharmos na materialização da iniciativa Arte para Paz, vencer o terrorismo, promover a coesão social e bem-estar dos moçambicanos”, afirmou Pereira. E acrescentou: “O nível de reconhecimento e do que já alcançamos, como Fundação, não nos confere privilégios ou nos dá poder de trabalharmos sozinhos. Pelo contrário, impõe-nos mais humildade, parceria, trabalho, responsabilidade, transparência e integridade”, sublinhou.

 

Por seu turno, a representante dos membros-fundadores da Fundação MASC, Terezinha da Silva, disse: “abraçar a iniciativa é uma das formas de, como moçambicanos, unirmo-nos e darmos a nossa singela contribuição para reconstruir e dar cor a uma parte de Moçambique, a província de Cabo Delgado. É, pois, a nossa unidade enquanto um só povo, independentemente das cores políticas, religiosas ou culturais, que será a chave para vencer os diferentes males que enfrentamos, incluindo o extremismo violento, em Cabo Delgado”, referiu.

 

Já o representante do Governador da província de Cabo Delgado, anfitriã da iniciativa, Ivaldo Quincardete, agradeceu profundamente a Fundação MASC pela iniciativa. Para Quincardete, a solução da violência extremista passa não só pela perseguição e responsabilização dos autores morais dos ataques, mas, também, por estabelecer mecanismos de promoção da paz e coesão social, e resiliência das comunidades afectadas pela radicalização e extremismo violento.  (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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