O presidente da Frelimo e chefe de Estado, Filipe Nyusi, encerrou ontem o 12º Congresso do partido no poder em Moçambique com apelos à unidade nacional e alertas para o risco de instrumentalização da identidade étnica para fins políticos.

 

“A unidade nacional requer uma atitude positiva de todos os cidadãos”, que é incompatível com a “instrumentalização da identidade étnica como cavalo de batalha para a luta pelo poder”, declarou Nyusi.

 

A diversidade étnica, religiosa, racial e social deve ser um fator de inclusão e reconciliação nacional e não de discriminação, enfatizou o líder da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

 

Filipe Nyusi assinalou que foi a unidade que permitiu que os moçambicanos conquistassem a independência face ao colonialismo português, há 47 anos.

 

Num discurso para dentro do partido, a propósito do 12º Congresso, Nyusi afirmou que o encontro permitiu que a força política reafirmasse a sua posição de vanguarda na governação e busca de soluções para os problemas do país.

 

“Voltamos a reafirmar a vontade de continuarmos juntos e unidos em torno do mesmo ideal de liberdade, paz, justiça e desenvolvimento”, destacou.

 

A reunião magna da Frelimo, prosseguiu, revitalizou o partido, mantendo-o como força incontornável da vida dos moçambicanos.

 

Filipe Nyusi defendeu ainda que a participação de várias delegações estrangeiras demonstra o prestígio internacional do partido no poder.

 

O presidente da Frelimo destacou ainda a capitalização do potencial que o país detém em recursos naturais com vista ao desenvolvimento.

 

Filipe Nyusi voltou a apelar a uma reflexão sobre a pertinência de se realizarem as primeiras eleições distritais em 2024, reiterando que as dúvidas não se prendem com qualquer receio do partido no poder em relação ao resultado desse escrutínio, mas com a sua exequibilidade.

 

O 12º congresso da Frelimo terminou hoje, depois de cinco dias de trabalhos, marcados pela recondução do presidente e do secretário-geral do partido, Roque Silva – a par da eleição de novos órgãos: Comité Central, Comissão Política e um novo secretariado -, por entre debates sobre a situação política e económica do país e internacional.(Lusa)

Fonte: Carta de Moçambique

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