O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, falou este domingo, pela primeira vez, à nação sobre o terrorismo que assola gravemente o país há cerca de quatro anos. De entre vários aspectos sociais, políticos e económicos relacionados ao fenómeno, Nyusi relatou que o terrorismo já afectou a economia daquela província na ordem de 116 milhões de USD.

 

O PR lembrou que, na sequência dos ataques em Palma, a Total suspendeu todas as actividades de implementação do projecto Golfinho/Atum (liderado pela Total) em Afungi, incluindo contratos com os construtores, fornecedores de serviços e bens e de mão-de-obra. O Chefe do Estado acrescentou que esta medida resultará no atraso do início de produção do gás natural liquefeito.

 

Do relato do PR consta ainda que o terrorismo afectou 28 empresas, das quais 17 sofreram danos materiais graves. “A suspensão teve impacto directo de cerca de 116 milhões de USD de volume de negócios. Afectados 3.5 mil trabalhadores incluindo trabalhadores u                                       da Total que ficaram com contratos de trabalho suspensos. Suspenso desembolso do primeiro financiamento estimado em cerca de 1.165 milhões de USD, dos quais cerca de 800 milhões de USD eram para fazer face aos custos financeiros”, afirmou Nyusi.

 

Além desses dados, o Chefe de Estado relatou que, a norte de Cabo Delgado, o terrorismo causou a paralisação total da actividade mineira, destruição e atraso na electrificação dos postos administrativos, distribuição e vandalização de postos de combustíveis e de bancos comerciais.

 

O terrorismo tornou vulnerável a actividade agrícola ao dificultar o acesso às machambas e a comercialização dos produtos. A estas actividades, somam-se os prejuízos avultados registados na banca e indústria hoteleira decorrente da vandalização dos estabelecimentos. Lembre-se que o primeiro ataque terrorista em Cabo Delgado foi registado a 05 de Outubro de 2017. Com o passar do tempo, o fenómeno vem se intensificando, tendo causado a deslocação de mais de 800 mil pessoas e a morte de mais de duas mil, entre civis, militares e terroristas. (Evaristo Chilingue)

Fonte: Carta de Moçambique

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