Numa mensagem enviada à comunicação social sobre o Dia de África que se assinalou, hoje, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reconheceu que a instabilidade causada pelo terrorismo é um dos maiores entraves para o desenvolvimento do continente.

Na sua introdução, o Estadista moçambicano disse que a União Africana tem prosseguido, com afinco, a sua agenda de promoção da paz, estabilidade e desenvolvimento económico rumo ao bem-estar dos povos africanos.

No seu entender, o lema deste ano desafia os africanos a unirem esforços e saberes para continuar a projectar o progresso de África, como um só continente, através da entrega ao trabalho em diferentes esferas política, económica e social.

“Numa altura em que os nossos países se debatem com o espectro da escassez alimentar agravada pelos fenómenos globais, com destaque para as mudanças climáticas, a pandemia da COVID-19, o terrorismo, entre outros desafios, devemos renovar o nosso compromisso para a materialização efectiva da Agenda 2063 da União Africana, na perspectiva de edificarmos, nós próprios, a África que queremos”, lê-se na mensagem do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Ciente de que esses desafios reflectem o mundo cada vez mais globalizado em que vivemos, Filipe Nyusi exortou todos moçambicanos e de outros países africanos, no continente e na diáspora, a encetarem iniciativas capazes de responder, de forma orgânica, aos desafios que os cidadãos, sobretudo as crianças, enfrentam num cenário de ausência da segurança alimentar e nutricional.

“A segurança alimentar e nutricional é um direito que nos empenhamos em garantir a todos os cidadãos no que concerne ao acesso físico, económico e sustentável a uma alimentação adequada e capaz de satisfazer as suas necessidades em qualidade e quantidade aceitável no seu contexto cultural. A este facto, estão ainda associados a garantia do direito a um ambiente e saneamento adequados, serviços e cuidados de saúde que permitam às crianças, jovens e adultos tenham uma vida saudável e activa”, afirmou Filipe Nyusi.

Foi neste espírito que a República de Moçambique assumiu, em 1996, na Cimeira Mundial de Alimentação em Roma, o compromisso internacional de reduzir pela metade os índices de desnutrição crónica e fome. Em 2003, na República de Moçambique, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governos da União Africana, foi adoptada a Declaração de Maputo, que preconiza que os Estados aloquem 10% do seu orçamento para o desenvolvimento da agricultura.

Volvidos 59 anos da fundação da OUA, o Chefe do Estado moçambicano assegura que parte dos sonhos das gerações antecessoras foi concretizada, mas persistem desafios no processo de criação do bem-estar colectivo, devido a cenários de instabilidade que se registam em alguns países africanos.

“Além da ameaça que os fenómenos climáticos representam, o nosso país continua a combater arduamente os actos terroristas ainda prevalecentes em alguns distritos da província de Cabo Delgado, registando-se progressos com o apoio de países amigos da região e da África, bem como de parceiros internacionais”, reconheceu Nyusi. “Desde a Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em Fevereiro de 2022, em Adis Abeba, assumimos o papel de Campeão da União Africana para a Gestão do Risco de Desastres em África”, acrescentou.

Contundo, Filipe Nyusi exortou todos os moçambicanos a associarem-se, uma vez mais, às actividades alusivas ao Quinquagésimo Nono (59º) Aniversário da Fundação da OUA, promovendo, sempre, os ideais da paz, unidade, solidarieda

Fonte:O País

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