O SECRETÁRIO-GERAL da ONU, António Guterres, disse ontem que os protestos globais contra o racismo sistémico “trouxeram atenção renovada a um legado de injustiças em todo o mundo, cujas raízes estão na história sombria do colonialismo e da escravatura.” 

Em mensagem sobre o Dia Internacional para a Abolição da Escravidão, 02 de Dezembro, o chefe da ONU afirmou que “a escravaturanão é simplesmente uma questão de história.” 

Em todo o mundo, mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas da escravatura contemporânea. As mulheres e meninas representam mais de 71% desses casos. 

Guterres contou que a escravaturase manifesta de várias formas, por meio da servidão baseada na descendência, trabalho forçado, trabalho infantil, servidão doméstica e casamento forçado. Ele também realçou servidão por dívida, tráfico de pessoas para fins de exploração e o recrutamento de crianças em conflitos armados. 

Segundo o líder da ONU, “grupos pobres e marginalizados, em particular minorias raciais e étnicas, povos indígenas e migrantes, são desproporcionalmente afectados pelas formas contemporâneas de escravatura.” 

APELO 

Guterres pediu aos Estados-membros, à sociedade civil e ao sector privado para fortalecerem os seus esforços colectivos para acabar com essas práticas, que considerou “abomináveis.” 

O secretário-geral também pediu apoio para identificar, proteger e capacitar vítimas e sobreviventes, inclusive com contribuições para o Fundo Voluntário das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravatura. 

Em 2021, a ONU marca o 20º aniversário da Declaração e Programa de Acção de Durban, que foi adoptado na Conferência Mundial contra o Racismo e a Discriminação Racial. -(ONUNEWS)

Fonte:Jornal Notícias

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