PELO menos 8.015 famílias desfavorecidas, residentes nas diferentes localidades do distrito de Boane, na província de Maputo, vão beneficiar de Apoio Social Directo pós Emergência (PASD) no âmbito da Covid-19.

Para o efeito, a administradora de Boane, Teresa Mauaie, procedeu, hoje (07), na localidade de Gueguegue ao lançamento da campanha de pagamento do subsídio, equivalente a nove mil meticais, disponibilizado pelo Governo, cujo término está previsto para domingo.

Entre os beneficiários destacam-se mulheres chefes de famílias que não possuem uma fonte de renda, pessoas portadoras de deficiência, idosos com doença crónica ou responsáveis por cuidar de menores, entre outros, identificados pelas autoridades locais.

O delegado do Instituto Nacional de Acção Social (INAS), na Matola, Graço Uaiene, apontou que o valor, a ser pago em seis prestações, visa criar resiliência as famílias vulneráveis no contexto da pandemia.

“Nesta primeira fase, as famílias auferem 4,500 meticais, correspondente a três prestações. Daqui a dois meses, receberão o restante do valor que totalizará 9.000 meticais. O apoio servirá para a aquisição de produtos de primeira necessidade, com destaque para material de prevenção da Covid-19 e géneros alimentícios”, explicou o delegado do INAS.

Uaiene afirmou que o pagamento do PASD já foi feito em seis distritos da província de Maputo.

“Após a campanha de pagamento de subsídios em Boane, a brigada do INAS irá ao distrito da Matola. Esperamos que o PASD abranja a pelo menos 70 mil famílias em situação de vulnerabilidade na província de Maputo”, contou.

António Mulula, 73 anos de idade, sofre de dores crónicas que o impedem de lavrar a terra. Indicou que vai usar o valor para a compra de alimentos e medicamentos.

O chefe de família, composta por mais duas pessoas, uma das quais menor órfão de pai e abandonado pela mãe disse que caso não chova ou receba apoio de pessoas de boa vontade passam fome.

Por sua vez, Ana João, mãe de cinco filhos, abandonados pelo pai, contou que enfrenta dificuldades para garantir a educação das crianças.

“Para sobreviver, dependo de pequenos trabalhos que rendem pouco. Por isso, não consigo comprar material escolar para as crianças. Penso que o apoio vai minimizar o nosso sofrimento”, afirmou, agradecendo ao Governo pelo subsídio.

Fonte:Jornal Notícias

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