Cerca de 11 mulheres, entre pintoras profissionais e amadoras, juntaram-se para produzir a exposição O poder curativo da arte, patente no Centro Cultural Moçambicano-Alemão até 9 de Agosto.

 

A ideia da colectiva de pintura resultou de um workshop organizado pela Algo mais e facilitado pela pintora Aline Nobre. Na sessão, participaram mais de 20 mulheres que encontraram nas telas uma forte possibilidade para expressarem sentimentos e emoções. Assim, a organização pretendeu e pretende usar a arte como terapia e incentivar as pessoas nesse sentido, de modo que todas se sintam incluídas. Afinal a arte pode ser um portal, com cores e papel, para outras dimensões.

O workshop da Algo mais existe há quatro anos. Nos encontros realizados mensalmente, as participantes conversam sobre diversos assuntos ligados ao universo feminino. Por isso, todas as mulheres, moçambicanas e estrangeiras, podem fazer parte das sessões realizadas no Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), na Cidade de Maputo.

A curadoria da exposição colectiva seleccionou, no workshop, pinturas de 11 mulheres, com destaque para Nália Agostinho. A artista plástica tem na mostra sete trabalhos acrílicos sobre tela, que se inserem no que a autora considera “realismo abstracto”.

Nália Agostinho associou-se à iniciativa da Algo mais porque é muito boa. “É profundo usar a arte como terapia. Isso faz com que as pessoas tenham uma visão sobre o que é arte e demonstra que o movimento é inclusivo. Todas as mulheres podem se juntar ao movimento para partilhar a sua experiência”.

Não obstante, as sete telas de Nália Agostinho procuram reflectir sentimentos das mulheres e os seus anseios, sem julgamento.

Para a Directora do CCMA, Carolin Brugger, a colectiva de pintura é muito importante para desconstruir a ideia de que, no caso, só pessoas excepcionais devem pintar. “Cada ser humano precisa de uma expressão criativa para estar bem consigo mesmo”.

Na galeria do CCMA, a colectiva O poder curativo da arte pode ser visitada até 9 de Agosto, entre segunda e sexta-feira, das 9h às 17 horas.

Fonte:O País

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