Ossada com 9 mil anos de uma de jovem caçadora foi encontrada no sul do Peru. Cientistas revisitaram antigas ossadas e concluíram que as mulheres podem ter representado até metade dos caçadores pré-colombianos. Caçadoras mulheres pode ter sido comum na região do Peru durante o período pré-histórico.
Science Advances/Matthew Verdolivo (UC Davis IET Academic Technology Services)
Antropólogos americanos e peruanos encontraram restos mortais datados de 9 mil anos de uma jovem que foi enterrada com um kit de ferramentas de caça no sul do Peru. A descoberta contraria a hipótese de que apenas os homens eram os grandes caçadores nas civilizações pré-históricas das Américas e que as mulheres ficaria com a função de coletoras.
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Os cientistas acreditam que a jovem caçadora deveria ter entre 17 e 19 anos no momento da morte. Seus ossos foram encontrados no sítio arqueológico de Wilamaya Patjxa, nos Andes peruanos, junto de outras seis ossadas. Uma delas também era de um caçador, um homem com idade estimada entre 25 a 30 anos. Eles foram enterrados com pontas de pedra, facas, raspadores e pigmentos, provavelmente usados para processar o couro e a pele dos animais.
O sítio arqueológico nos Andes, no Peru, onde os cientistas encontraram ossadas da caçadora de 15 anos, com mais de 9 mil anos.
Randal Haas
Animados com a descoberta, os cientistas resolveram revisar 429 ossadas encontradas anteriormente em outros 107 locais nas Américas, todas datadas do mesmo período – fim do Pleistoceno (Era do Gelo) e o começo do Holoceno (cerca de 15 mil anos atrás). Eles descobriram que as mulheres representavam de 30% a 50% das ossadas de caçadores pré-colombianos.
O antropólogo Randall Haas duante as escavações no sítio arqueológico localizado nos Andes do Peru.
Randall Haas
“Entre os caçadores-coletores históricos e contemporâneos, quase sempre os homens são os caçadores e as mulheres as coletoras. Por causa disso – e provavelmente das suposições sexistas sobre a divisão do trabalho na sociedade ocidental – as descobertas arqueológicas de mulheres com ferramentas de caça simplesmente não se encaixavam nas nossas visões de mundo”, disse Randall Haas, antropólogo que coordenou as pesquisas em Wilamaya Patjxa.
Os dados da descoberta foram publicados nesta quarta-feira (4), na revista Science Advances, em um estudo liderado por Haas, que é antropólogo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Escavação no sul do Peru mostra restos mortais e objetos de caça
Science Advances/Divulgação
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