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Em Relatório de Estabilidade Financeira de 2021, o Banco de Moçambique reporta que os bancos nacionais foram, naquele ano, os mais rentáveis que grande parte dos países da África Austral. De acordo com o informe, no ano passado, o sector bancário continuou a registar lucros, tendo os resultados líquidos do exercício incrementado em 8,5 biliões (ou mil milhões) de Meticais, fixando-se em 24,5 biliões de Meticais em Dezembro de 2021, apesar das adversidades provocadas pela crise económica e sanitária devido à pandemia global de Covid-19.

 

A fonte explica que o aumento do lucro dos bancos é justificado pelo incremento das comissões líquidas em 3 biliões de Meticais (25,30%), da margem financeira em 8,9 biliões de Meticais (correspondente a 18,30%) e dos resultados de operações financeiras em 0,6 bilião de Meticais (7,23%).

 

O Relatório mostra que, em Dezembro de 2021, os principais indicadores de rendibilidade do sector bancário tiveram um comportamento misto comparativamente a igual período do ano anterior. De acordo com a fonte, a rendibilidade do activo (ROA) fixou-se em 3,10% (2,20% em Dezembro de 2020); a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) foi de 25,15% (18,75% em Dezembro de 2020). 

 

Já o peso da margem financeira no produto bancário diminuiu de 65,89% em Dezembro de 2020 para 64,08% em Dezembro de 2021, o que para o Banco Central evidencia a queda da intermediação financeira na geração dos resultados. Por seu turno, o rácio cost-to-income (custo-benefício) situou-se em 53,75% (62,05% em Dezembro de 2020), registando uma diminuição de 13,39 pp, o que indicia uma melhoria da eficiência bancária. 

 

Por fim, com base nos referidos indicadores, o nível de rendibilidade do sector bancário nacional, medido pelo ROE, mostrou-se superior (17%) ao da maioria dos países da África Austral incluído numa amostra de sete países, com excepção do Malawi que registou 25.4%. Trata-se de Zâmbia com rendibilidade do sector bancário nacional, medido pelo ROE abaixo de Moçambique medido em 5.1%, Namíbia (12.4%), Botswana (5.8%), Eswatini (7.6%), Maurícias (10.7%) e África do Sul 12%. (Evaristo Chilingue)

Fonte: Carta de Moçambique

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