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O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) manifestou, nesta quinta-feira, o seu sentimento de repúdio em relação aos erros ortográficos, de conteúdo e até mesmo de cálculo detectados nas provas do fim do segundo trimestre.

 

Contactado pela “Carta”, o Porta-voz do MINEDH, Feliciano Mahalambe, disse que não se pode fazer provas com erros, mas garantiu que estão a trabalhar para apurar o que sucedeu.

 

“As provas estão a decorrer em todo o país e as provas com erros estão a ser detectadas em algumas províncias e só eles estão em melhores condições de explicar o que está a acontecer”, explicou Mahalambe.

 

Entretanto, das provas que têm estado a circular nas redes sociais mostram que os alunos da 5ª, 6ª, 7ª e 9ª classes, na cidade de Maputo e nos distritos de Gurué e Nicoadala, na província da Zambézia, foram submetidos a sete provas do fim do segundo trimestre contendo erros de conteúdo e de escrita.

 

Até agora, já foram detectados erros nas provas das disciplinas de Português, Matemática, Educação Visual e Ofícios e Ciências Naturais.

 

Nalgumas provas da província da Zambézia, são visíveis erros de cotação que vão até 40 valores. Um outro enunciado, da disciplina de Matemática da 6ª Classe, que também foi posto a circular, mostra que 36+64 é maior que 101, sendo que nos cálculos normais o resultado desta conta é 100, o que mostra que 101 é o maior número neste caso. Uma outra conta encontrada num guião de respostas da 4ª classe mostra que 4521+8289=1810 enquanto que, a soma destes dois valores é igual a 12.810.

 

Depois do escândalo dos erros detectados recentemente no livro da 6ª Classe, este é mais um caso que vem manchar o Sistema de Educação em Moçambique. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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