Published On: Thu, Jul 2nd, 2020

Manuel de Araújo entende que relaxamento de medidas vai em “contra mão” das expectativas dos moçambicanos

Manuel de Araújo entende que relaxamento de medidas vai em “contra mão” das expectativas dos moçambicanos

O académico e autarca de Quelimane, Manuel de Araújo entende que o discurso do Presidente da República, sobre a terceira fase do Estado de Emergência foi contra as expectativas dos cidadãos moçambicanos.

“Para quem acompanhou atentamente via-se pela discrição do texto, que o Chefe de Estado leu, ele mostrava que o quadro epidemiológico estava a piorar, e provou trazendo dados a defender essa tese, agora o que surpreendeu a tudo e a todos foi que no fim ele decide pelo relaxamento”, descreveu Manuel de Araújo.

No entender do académico, na comunicação do Chefe de Estado à nação houve uma contradição e explica: “O quadro que ele delineia levava-nos a um determinado porto, mas a meio do caminho o Chefe de Estado deve ter perdido a bússola e acabou indo a favor do vento”.

No seu ponto de vista de Araújo entende que a decisão do Chefe de Estado, sobre o relaxamento das medidas, no âmbito da prevenção da COVID-19 tenha ligações com pressões da alguns empresários e outras figuras.

“Apela-se ao Chefe de Estado, que reencontre a bússola e leve esse barco a bom porto”, apelou o autarca.

E em relação à retoma faseada das aulas escolares, Manuel de Araújo defende que a decisão do escalonamento das aulas não seja tomada por pessoas, que tenham os seus educandos a estudarem em escolas fora da realidade moçambicana.

“O Moçambique real não se enquadra nas decisões que foram tomadas. A maior parte das escolas do país tem três a quatro turnos por dia; se nós não temos capacidade de colocar funcionários a fazer limpeza uma vez ao dia, não estou a ver como é que vão desinfectar quatro vezes ao dia”, disse.

E em relação ao “confronto” entre a economia e o Estado de Emergência, Manuel de Araújo entende que a saúde é a questão mais prioritária neste momento, e justifica que nenhuma ecomimia se suporta sem que haja saúde.

“Eu penso que é necessário que se faça um balanço, no sentido de que certos sectores da economia possam ser reabertos e voltem a nova normalidade” defende o académico.  

Manuel de Araújo falava numa entrevista veiculada, esta terça-feira, no programa “Noite Informativa” da Stv Notícias.

Fonte:O País

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