Mais de 5,5 milhões de toneladas de plástico entraram nos oceanos só este ano, indicam dados da organização ambientalista WWF, que alerta também para o elevado consumo de sacos de plástico, um milhão por minuto.

A propósito do Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, que hoje se assinala, as organizações ambientalistas portuguesas Zero e Quercus alertam para a necessidade de se restringir o consumo dos plásticos descartáveis e se apostar na circularidade dos produtos.

O Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, destinado a sensibilizar para a necessidade de acabar com o consumo de sacos de plástico de uso único e de promover a conservação ambiental, foi criado pela organização “Bag Free World” e comemora-se sempre no terceiro dia de julho, sem tema específico para cada ano.

O plástico pode demorar centenas de anos a degradar-se e afeta especialmente o sistema marinho (80% do lixo marinho é plástico), com dezenas de espécies a ingerirem plástico e a ficarem presas nele. A organização “World Wide Fund for Nature” (WWF) estima que em cada ano morrem 100.000 mamíferos marinhos devido à poluição por plástico.

Num comunicado sobre a efeméride a associação ambientalista Quercus apela para “um futuro livre de plásticos descartáveis” e salienta a importância de uma economia circular que valorize os recursos em vez do habitual “produzir, usar e descartar”.

A associação lembra no documento que os sacos de plástico foram inventados em 1959 pelo engenheiro sueco Sten Gustaf Thulin (que considerou bizarra a ideia de que as pessoas deitassem fora os sacos, segundo o filho) e que os mesmos começaram a aparecer em Portugal na década de 1980.

Fonte:O País

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