O lançamento do livro de Lino Mukurruza vai acontecer amanhã, no Centro Cultural Português – Pólo da Beira, às 18h. Durante a cerimónia, a obra será apresentada pelo professor e crítico literário Cristóvão Seneta.

De acordo com a editora gala-gala, que edita o livro, “Em seu novo livro de poemas, o terceiro, Lino Mukurruza apresenta-nos um sujeito-poético consciente e maduro, com uma poesia que roça a própria desmaterialização da poesia, com versos duros e herméticos, quiçá, a lembrar-nos o Luís Carlos Patraquim ou o Paul Celan”.

A extinção da cinza, segundo uma nota de imprensa da editora, um “’manual de sobrevivência’ em forma de tomos, quatro tomos, precisamente, ‘A sombra dividida’, ‘O luto na extinção da sombra’, ‘Silêncio em estado líquido’ e ‘Cores na água do rosto’, que perfazem 66 páginas. Poesia de expiação, de consolação, como anuncia o primeiro caderno: ‘o poeta não duvida das possibilidades de sentidos minerais, opacos ou fosforescentes […] lamenta, afirma e aponta, mas não duvida nunca, sequer questiona’, escreve o poeta e professor brasileiro Ricardo Pedrosa Alves, que assina o posfácio”.

A extinção da cinza sai depois de Almas em tácitas, publicado em Portugal em 2015, e é o volume 5 da colecção Biblioteca de poesia Rui de Noronha.

Lino Mukurruza nasceu no dia 04 de Maio de 1989, na Cidade de Lichinga. É formado em Ensino de Língua Portuguesa, pela Universidade Pedagógica de Moçambique/Niassa.

Publicou os livros de poemas Vontades de partir & outros desejos (FUNDAC, 2014) e Almas em tácitas (Lua de Marfim, 2015). Participou das colectâneas Clepsydra (Coisas de Ler, 2014), Vozes do hinterland (Letras de Angola, 2014), Premonições (Lua de Marfim, 2015) e Idai – marcas em verso e prosa (Gala-Gala Edições, 2020).

Obteve, em 2015, uma menção extraordinária no Prémio Mundiale di Poesia Nósside. É fundador do Clube de Leitura de Angoche (CLA) e professor na Escola Secundária Hamdan Bin Rashid e do Instituto Politécnico da RHDC, em Angoche, onde reside.

Fonte:O País

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