Johnny Ramos diz que gostaria de actuar com Neyma, Valdemiro José ou Humberto Luís no futuro

“Largai”, “Nha Primeiro Amor” e “Feliz Natal” são alguns dos sucessos do músico cabo-verdiano Johnny Ramos que ficaram na memória e marcaram uma geração. Com mais de 20 anos de carreira, Ramos prepara-se para lançar o seu quarto álbum ainda no primeiro semestre deste ano. O cabo-verdiano falou em exclusivo ao jornal “O País” sobre os seus objectivos para 2017.

O disco é aguardado por vários anos pelos seus fãs e o músico promete levar o público a dançar e a sonhar com este novo produto.

“Há bastante tempo que os meus fãs esperavam por um CD meu de originais. E neste álbum eles podem esperar o melhor de mim. Vou voltar a unir corações, colocar as pessoas a cantar e a apaixonarem-se através da música por mim cantada”, contou.

A coladeira, a kizomba, o zouk e a morna serão os pratos principais deste cardápio musical. Quando perguntado o porquê da escolha destes ritmos, o dono de “Largai” explica que são estes os estilos que mexem com o seu coração e o identificam como cantor.

“Eu sigo o meu coração e não o ritmo de sucesso no momento. Estes ritmos são os que mexem com a minha alma e acredito que são os de preferência também do meu público. Eu canto os sons que estão agora na moda, quando faço participações com os artistas da nova geração”, explicou o cabo-verdiano.

O músico vê com bons olhos a emergência da nova geração de artistas e acredita que estes irão trazer um bom contributo para a música. Ramos diz que não teme as novas vozes porque já tem o seu lugar estabelecido no mercado, mas assume que deve continuar a trabalhar para ter o seu lugar garantido.

“A nova geração vem com muita qualidade. Eles beberam os bons exemplos da minha geração, foram influenciados e inspirados por nós. Agora o mercado está mais renhido e tornou-se mais duro manter-se nele. Tenho o desafio de trabalhar para conquistar as novas gerações”, reconheceu, entretanto.

Ainda na sua locução, o músico não escondeu a vontade de no futuro actuar com Neyma, Valdemiro José ou Humberto Luís, por admirar estes artistas. O cabo-verdiano diz que a vida tirou um grande cantor moçambicano muito cedo, sem ter-lhe dado tempo de gravar um tema juntos.

“Quando escutei pela primeira vez a voz de Richard Sulemane fiquei encantado e disse na hora que gostaria de ter uma música com ele. Mas quis o destino que ele partisse muito cedo. Fiquei muito triste quando soube da sua morte”, finalizou Johnny Ramos.

Johnny Ramos está em Moçambique porque vai actuar, nesta quinta-feira, em Maputo, no espetáculo denominado “Old School Party”. A terceira edição desta festa que resgata os antigos êxitos pretende encantar o público de ontem e, porque não, os mais novos.

 


 


Fonte:http://opais.sapo.mz//index.php/cultura/82-cultura/44246-johnny-ramos-diz-que-canta-o-que-sente-e-nao-se-prende-aos-sucessos-de-um-tempo.html

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