A defesa de Jean Boustani acaba de se pronunciar em torno da revogação hoje da sua audição pelo Tribunal que julga as chamadas “dívidas ocultas”. Sua audição estava marcada para ter lugar amanhã. Mas o juiz Efigenio Baptista revogou essa audiência, alegando que Boustani é arguido no mesmo processo em curso sobre as “dívidas ocultas”.

 

Eis o comunicado de imprensa de Boustani, enviado para Carta, na íntegra, “ipsis verbis”:                                                                                                                                                                                                                                               

 

“Fui informado esta manhã pelo Procurador-Geral Libanês que o meu depoimento

 

voluntário, previsto para amanhã (3 de Dezembro de 2021), não mais irá ocorrer,

 

conforme previamente solicitado pelo Tribunal de Moçambique, não vai avançar.

 

Foi deplorável e inacreditável ouvir, hoje na televisão, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, em Moçambique bloquear a minha audição no julgamento, embora pareça

 

justificar esta nova posição sobre alegada ignorância de que sou arguido noutro processo em Moçambique.

 

Tratou-se de uma reversão de última hora à decisão anterior do Tribunal de Moçambique e às exigências oficiais comunicadas às autoridades libanesas. Este acontecimento ocorre quando se celebra o segundo aniversário da minha absolvição em Nova Iorque, na sequência de um julgamento, perante um júri e durante 7 semanas e que incluiu acusações baseadas na lei moçambicana. Acredito fortemente que o povo moçambicano merece ouvir a verdade de mim e de Sua Excelência o Presidente Nyusi, o homem no centro da história. Esta última manobra é mais uma prova de que as autoridades moçambicanas estão a manipular o seu sistema judicial para fins políticos”. FIM

(Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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