Iniciou na última quinta-feira, em todo o país, a administração da dose de reforço contra a COVID-19. O processo vai decorrer em três fases e pretende abranger cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas, entre profissionais da Saúde, doentes graves e idosos, que tenham tomado a 2ª dose, há mais de seis meses.

Esta decisão surge em resposta à última Comunicação do Presidente da República, sobre a Situação de Calamidade Pública, que tem por objectivo restabelecer os níveis de protecção contra formas graves da COVID-19 e evitar mortes nos grupos de maior risco.

O Ministério da Saúde prevê abranger, nas três fases, cerca de 10.5 milhões de pessoas elegíveis.

“A primeira fase irá focalizar-se na administração da dose de reforço nos profissionais de saúde, aos idosos que vivem nos lares, aos doentes em risco (diabéticos, hipertensos, pessoas com doenças respiratórias, etc.) e doentes com terapia imunossupressora”, explicou Quinhas Fernandes, director nacional de Saúde Pública, no Ministério da Saúde.

O gestor explica que cada fase pode durar entre 30 e 45 dias, dependendo do nível de afluência das populações elegíveis, no entanto, pela flexibilidade do processo, as outras fases poderão iniciar quando estiverem próximas da meta alcançada, mesmo que seja antes do período previsto.

“Na fase dois, nós iremos administrar a vacina para as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, na zona urbana e a terceira será administrada ao mesmo grupo etário, porém na zona rural”, disse.

Durante o período em referência, a vacina a ser administrada será a Johnson & Johnson e o processo vai decorrer em simultâneo com a campanha massiva de vacinação.

“A administração da dose da vacina contra a COVID-19 vai restabelecer os níveis de prevenção contra as formas graves da doença, para evitar a morte e proporcionar protecção adicional, com destaque para os profissionais de saúde, reduzindo, assim, o absentismo e garantir a continuidade dos serviços e, em última instância, continuar a proteger o Sistema Nacional de Saúde.

Falando em torno da campanha de vacinação contra a COVID-19 no país, Quinhas Fernandes avançou que o país já vacinou, pelo menos com uma dose, cerca de 10.5 milhões de pessoas e conta com cerca de oito milhões de pessoas completamente vacinadas.

Com um stock suficiente e com previsão de receber mais vacinas, o Ministério da Saúde tem a meta de vacinar, nos próximos quatro meses, cerca de cinco milhões de moçambicanos, a partir dos 18 anos de idade.

Fonte:O País

Leave a Reply

Your email address will not be published.