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O anúncio foi feito pela Inspectora-Geral da Inspecção Nacional de Actividades Económicas, Rita Freitas, no âmbito do seu plano de actividades da instituição com vista a definir estratégias de combate à corrupção, para melhorar a qualidade dos serviços prestados a nível nacional.

 

Rita Freitas falava na reunião de avaliação do desempenho da instituição, um encontro que contou com a presença do Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

 

O tema em debate surge por conta dos actos de corrupção que têm sido perpetrados por alguns inspectores da INAE e por pessoas que se fazem passar por inspectores numa tentativa para corromper os agentes económicos.

 

Durante o encontro, Freitas avançou que há necessidade de muita formação na INAE, incluindo a definição de estratégias e metodologias de trabalho que evitem a corrupção. Indicou a propósito que todo o agente económico deve ser persuadido no sentido de cumprir com a legislação vigente em Moçambique, com destaque para a legislação sectorial.

 

“Muitas vezes é o próprio agente económico que não tem a sua situação regularizada, e não cumpriu com a lei, e aí ele acaba corrompendo as equipas da INAE, mas isso não significa que não temos Inspectores que fazem com que o agente económico passe algum valor para anular uma multa ou para que as coisas estejam em condições”, explicou.

 

Questionada sobre a actual situação do Inspector Veronio Duvane, um dos altos quadros da INAE encontrado recentemente em actos de corrupção, Freitas disse: “não tenho informações sobre a situação dele e só o tribunal poderá dar o desfecho, neste momento ele não está a trabalhar”.

 

Em relação à especulação de preços que se tem verificado nos últimos dias, Freitas garantiu que a INAE em coordenação com o Ministério da Indústria e Comércio está a trabalhar no sentido de desenhar estratégias para minimizar a situação, daí que o Ministro Silvino Moreno agendou encontros com os delegados da INAE para discutir a subida do preço do combustível que acaba afectando os outros sectores de actividade económica. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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