Propofol é um anestésico médico, mas às vezes é usado com fins recreativos. Uma overdose da droga foi descrita como a causa da morte do popstar Michael Jackson, em 2009. Lee Jae-yong, herdeiro e vice-presidente da Samsung Electronics e líder de fato do Grupo Samsung, chega para julgamento sobre uso ilegal do propofol anestésico em tribunal de Seul nesta terça (26)
Anthony Wallace/AFP
O herdeiro e vice-presidente da Samsung, Lee Jae-yong, foi condenado nesta terça-feira (26) por consumo ilegal do anestésico médico propofol na Coreia do Sul. Ele também foi multado em US$ 60 mil (cerca de R$ 330 mil) pelo tribunal do distrito central da capital Seul.
Jae-yong é executivo da gigante sul-coreana, que é maior fabricante de celulares do mundo, e dono da 238ª maior fortuna do planeta, segundo a revista “Forbes”. A multa equivale a cerca de 0,0006% do seu patrimônio, que é estimado em US$ 10,2 bilhões (R$ 56,6 bilhões).
O empresário de 53 anos, que já condenado no escândalo que derrubou a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, foi condenado desta vez por ter tomado repetidamente, durante vários anos, o propofol em uma clínica de cirurgia plástica de Seul.
O propofol é um anestésico médico, mas às vezes é usado com fins recreativos. Uma overdose da droga foi descrita como a causa da morte do popstar Michael Jackson, em 2009.
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O consumo de drogas costuma ser visto como um crime menor na Coreia do Sul, e os promotores pediram inicialmente uma multa de cerca de US$ 40 mil para o bilionário, mas o juiz foi duro em sua sentença.
“A quantidade injetada é muito alta e a natureza do crime cometido não é leve, considerando a responsabilidade social do réu”, declarou o juiz Jang Young-chae, que também exigiu que Lee “adote um comportamento exemplar, que não envergonhe seus filhos”.
Vestindo terno escuro e máscara, Lee permaneceu em silêncio ao entrar no tribunal e evitou falar com jornalistas. Semanas atrás, no início de seu julgamento, semanas atrás, ele pediu desculpas “por causar tantos problemas e preocupações devido a um assunto pessoal”, mas insistiu em que a injeção de propofol era “para fins médicos”.
Condenado por suborno
Embora a multa seja de uma quantia insignificante para o empresário, o caso representou um constrangimento para a Samsung e para Lee, mergulhado em problemas legais devido a um escândalo de corrupção.
O bilionário já foi condenado a dois anos e meio de prisão por suborno e outros crimes relacionados ao caso de corrupção que derrubou a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye. Lee foi colocado em liberdade condicional há dois meses.
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